Escola de Várzea Grande usa relógios de papelão para ensinar alunos a ler as horas
Atividade lúdica do projeto Escola em Tempo Ampliado, na EMEB Joaquim da Cruz Coelho, ajudou estudantes a compreender a organização do tempo no dia a dia
Pexels / Tima Miroshnichenko
Alunos da Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Joaquim da Cruz Coelho, em Várzea Grande, que participam do projeto Escola em Tempo Ampliado (ETA), aprenderam a identificar as horas por meio de uma atividade pedagógica prática e lúdica. A proposta utilizou recursos confeccionados com materiais simples para facilitar a compreensão da organização e da leitura do tempo no dia a dia dos estudantes.
Durante a atividade, os alunos passaram a identificar os ponteiros do relógio e a relacionar diferentes posições dos marcadores aos respectivos horários. Segundo a escola, a iniciativa contribuiu para tornar o conteúdo mais concreto e facilitar a compreensão de um conhecimento considerado importante para a rotina das crianças.
Como surgiu a ideia
De acordo com a professora Sirleia Pereira da Silva Oliveira, responsável pela atividade, a proposta surgiu durante uma aula comum, quando ela percebeu que havia um relógio na parede da sala e resolveu perguntar aos alunos se eles sabiam identificar as horas. A resposta unânime foi negativa, o que a motivou a repensar a forma de ensinar o conteúdo.
"Para minha surpresa, nenhum deles soube responder. A partir disso, percebi que seria importante trabalhar esse conteúdo de uma forma mais lúdica e que fizesse sentido para eles", comentou a professora Sirleia Pereira da Silva Oliveira.
A partir dessa constatação, a educadora pesquisou diferentes possibilidades pedagógicas e elaborou, com materiais simples, um relógio de grandes dimensões para ser utilizado durante as aulas. Ela também confeccionou um ponteiro de papelão para demonstrar de forma clara aos alunos a diferença entre o ponteiro maior, que representa os minutos, e o ponteiro menor, que representa as horas.
Relógios individuais facilitaram o aprendizado
Mesmo com o relógio grande e as explicações iniciais, parte dos alunos ainda apresentava dificuldade para compreender o funcionamento dos ponteiros. Diante disso, a professora decidiu tornar a atividade ainda mais prática, confeccionando relógios de papelão individuais para que cada estudante pudesse manipular os próprios ponteiros e representar diferentes horários.
"No início, alguns alunos ainda ficaram bastante confusos, então pensei em uma maneira de tornar a atividade ainda mais prática. Confeccionei relógios de papelão para que cada aluno pudesse manipular os ponteiros e representar diferentes horários. A partir desse momento, ficou mais fácil para eles compreenderem. Os alunos que ainda apresentavam dificuldade eram chamados até o quadro e nós resolvíamos juntos, passo a passo. Foi muito gratificante perceber que, aos poucos, eles foram entendendo e conseguindo identificar os horários", destacou Sirleia Pereira da Silva Oliveira.
Benefícios para além da matemática
A diretora da unidade, Rosalina Marques de Almeida, avaliou que a atividade não se limitou ao desenvolvimento de habilidades matemáticas. Segundo ela, a ação também estimulou a atenção, o raciocínio lógico e a autonomia dos alunos, aproximando o conteúdo trabalhado em sala de aula de situações presentes no cotidiano das crianças.
"Aprender a identificar as horas é um conhecimento que eles levam para além da sala de aula, utilizando-o no dia a dia com mais autonomia. Acredito que, quando conseguimos transformar o conteúdo em algo concreto e divertido, a aprendizagem acontece de uma maneira muito mais significativa para os alunos", afirmou a diretora Rosalina Marques de Almeida.
A atividade integra o projeto Escola em Tempo Ampliado (ETA), desenvolvido na EMEB Joaquim da Cruz Coelho, em Várzea Grande, e reforça o uso de recursos pedagógicos lúdicos e de baixo custo como estratégia para aproximar conteúdos escolares da realidade dos estudantes.
Por: Redação Tá Sabendo MT (Redação Tá Sabendo MT, com informações de Prefeitura de Varzea Grande)