Feminicida ameaça colocar bomba em carro de ex-companheira em Cáceres
Fotos Bope
Policial Civil ameaça colocar bomba em carro de ex-companheira em Cáceres. Bope é acionado.
O Esquadrão de Bombas do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) foi acionado na noite desta segunda-feira (28), em Cáceres, a 225 quilômetros de Cuiabá, após o Policial Civil, identificado como Ricardo de Souza Pessoa, 62 anos, que matou a tiros a ex-companheira, enviar uma mensagem pelo WhatsApp afirmando que poderia haver uma bomba instalada no carro da vítima. O veículo estava no Hotel Real, na Rua José Linhares, no bairro Jardim Cidade Nova, onde ocorreu o feminicídio.
Segundo o registro da ocorrência, a equipe especializada foi chamada por volta das 20h10, depois que policiais do 6º Batalhão da Polícia Militar tomaram conhecimento da ameaça. Na mensagem, o feminicida teria escrito: “Cuidado com o carro, pode ter uma bomba lá, já que você fala que eu sou tão mau assim”. O veículo pertencia à vítima, identificada como Noeli Simsen, 50 anos, e estava sob posse do suspeito desde a separação do casal, ocorrida aproximadamente cinco meses antes.
Diante da possibilidade de haver um artefato explosivo no automóvel e considerando a gravidade da ocorrência, policiais militares fizeram o isolamento da área para preservar a segurança de moradores, policiais e outras pessoas que estavam nas proximidades.
Na sequência, os militares do Esquadrão de Bombas realizaram uma varredura e inspeção técnica no veículo, seguindo os procedimentos de segurança adotados para esse tipo de ocorrência.
Após a análise, nenhuma bomba, artefato explosivo ou outro objeto que apresentasse risco foi encontrado.
A ameaça está relacionada ao assassinato da empresária Noeli Simsen, de 50 anos, morta a tiros dentro do Hotel Real, de sua propriedade, na tarde de segunda-feira.
O suspeito, Ricardo de Sousa Pessoa, de 62 anos**, policial civil aposentado, foi preso após se apresentar à polícia. Ele teria utilizado um revólver no crime.
As circunstâncias envolvendo o relacionamento do casal e as supostas ameaças anteriores são investigadas pela Polícia Civil. Segundo informações preliminares, a separação havia ocorrido cerca de cinco meses antes.
Por: Redação Tá Sabendo MT