Cultura

Museu do Hip Hop RS realiza primeira atividade aberta ao público em Porto Alegre

Evento na Vila Ipiranga reuniu oficinas, apresentações de grafite, rima e break dance, além do lançamento de feira agroecológica em homenagem à rapper Malu Viana

Museu do Hip Hop RS realiza primeira atividade aberta ao público em Porto Alegre

Pexels / Kevin Maenetsa

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O Museu do Hip Hop RS, localizado na Vila Ipiranga, na zona norte de Porto Alegre, realizou neste sábado (22) a primeira edição do evento Museu Mais Cores, aberto à comunidade. A programação ocupou toda a tarde e incluiu oficinas e apresentações dos quatro elementos tradicionais da cultura hip-hop: grafite, rima e poesia, break dance e DJ.

Espaço de preservação da memória hip-hop

Segundo Rafa Rafuagi, fundador do projeto, o evento tem como objetivo aproximar a população de Porto Alegre e do restante do Rio Grande do Sul das obras que estão sendo preparadas para a inauguração oficial do museu, prevista para 2023. O espaço busca preservar a história, a memória e o patrimônio da cultura hip-hop, movimento que, segundo Rafuagi, há mais de quatro décadas vem transformando vidas e realidades ao redor do mundo.

"O evento Museu Mais Cores convida a comunidade de Porto Alegre e todo o Estado a virem conhecer as obras que estão preparando a inauguração em 2023. O museu é um espaço de preservação da história, memória e patrimônio da cultura hip-hop que há mais de 40 anos vem transformado vidas e realidades", disse Rafa Rafuagi, fundador do projeto.

Feira agroecológica em homenagem a Malu Viana

Durante o encontro, também foi realizada a primeira feira de hortaliças da estufa agroecológica mantida pelo museu, batizada de Flor do Guetto em homenagem à rapper e ativista do movimento negro Malu Viana, morta em 2021. A expectativa da organização é que a estufa se torne uma fonte de renda para a manutenção e o sustento do espaço, que atualmente conta com apoio de patrocinadores para a reforma de sua estrutura física.

Grafite e troca de experiências entre gerações

Um dos artistas envolvidos nos trabalhos de grafite realizados durante a atividade foi Luís Flavio Trampo, que destacou o caráter de integração proporcionado pelo evento. Para ele, a experiência ultrapassou a produção artística em si, unindo diferentes gerações em torno da cultura hip-hop.

"Foi um momento de integração e para se divertir, não só com a pintura em si, mas com as trocas de experiência que rolaram entre a gente. Isso é maravilhoso", comemorou Luís Flavio Trampo.
"Em 2022, completei 50 anos, mas comecei a sonhar com tudo isso desde meus 14 anos. Para mim, é muito significativo estar aqui vendo a juventude fazer parte das oficinas e de todo esse processo", acrescentou Trampo.

Atrações musicais e batalha de rima

A programação da tarde na Vila Ipiranga contou ainda com apresentações de Negra Jaque, DJ Nezzo e do grupo Restinga Crew, além de uma batalha de rima que reuniu diferentes competidores. A chamada Batalha das Monstras, realizada desde 2017, foi criada especificamente para dar espaço a mulheres e à comunidade LGBT+ dentro da cena do rap.

Uma das participantes foi Dandara, conhecida nas batalhas pelo nome artístico Djandja. Ela começou a rimar em 2018, a partir de um projeto de rap desenvolvido em sua escola, e relatou gratidão por ter sido convidada a apresentar seu trabalho no Museu Mais Cores. Durante o evento, recitou uma poesia autoral que recebeu forte aplauso do público presente.

"É imensurável evento assim que reúne o pessoal e podemos mostrar o nosso trabalho e o que queremos para o nosso futuro", disse Djandja.

A vencedora da batalha de rima foi a MC Zanotti, que iniciou sua trajetória no rap em 2017 e veio de São Leopoldo especialmente para participar do evento em Porto Alegre. Além de competir em batalhas, ela também produz músicas autorais e avalia como fundamental a existência de um museu dedicado à cultura hip-hop na capital gaúcha.

"Acho muito importante um museu focado na cultura hip-hop, por ser uma das culturas que mais movimentam povos em Porto Alegre. Espero que o lugar reúna pessoas de outras cidades também e que inspire a criação de outros lugares parecidos", afirmou Zanotti.

Próximos passos até a inauguração

A abertura oficial do Museu do Hip Hop RS está confirmada para 2023. Antes disso, a organização já definiu novas datas para a continuidade do projeto Museu Mais Cores, com edições marcadas para os dias 19 de novembro e 10 de dezembro. A proposta é seguir apresentando o espaço à comunidade e permitindo que o público experimente as instalações e atividades antes da inauguração definitiva.

Por: Redação Tá Sabendo MT (Redação Tá Sabendo MT, com informações de Jornal do Comércio (Cultura))

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