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Cachorro mancando: bichon frisé de 3 anos rompe ligamento cruzado e tratamento custa mais de R$ 10 mil

Caso do cão Bob mostra como um sinal leve de mancada pode esconder lesão grave e exigir cirurgia, fisioterapia e acompanhamento de múltiplos especialistas

Cachorro mancando: bichon frisé de 3 anos rompe ligamento cruzado e tratamento custa mais de R$ 10 mil

Wikimedia Commons / Heike Andres

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Um caso de mancada aparentemente leve em um cachorro da raça bichon frisé, de 3 anos e 8 meses, revelou-se o início de uma jornada médica intensa que incluiu cirurgia ortopédica, aplicação de ácido hialurônico e um gasto superior a R$ 10 mil somente no primeiro mês de tratamento. O relato, publicado pelo portal Vem Pets, detalha como o cão, chamado Bob, passou de uma mancadinha discreta a um diagnóstico de rompimento do ligamento cruzado da pata traseira esquerda.

O início dos sintomas e a busca por diagnóstico

Segundo o relato da tutora, tudo começou em um domingo, na casa dos pais dela, quando ela percebeu que Bob se levantou mancando levemente de uma das patas. A princípio, o sinal não pareceu grave, mas a tutora optou por manter observação constante para evitar riscos ao animal.

No dia seguinte, contudo, o quadro se agravou: a mancada ficou mais evidente, o que fez soar um alerta definitivo. Ainda naquela manhã, o cão foi levado a uma clínica veterinária que funciona 24 horas, onde foi realizado um exame de raio-X. O exame de imagem não apontou nenhuma alteração, mas Bob não apresentava melhora, o que aumentava a preocupação da tutora a cada hora que passava.

Diante da falta de resposta, a tutora decidiu acionar o veterinário particular que acompanha o animal desde que ele chegou à família, identificado como Dr. Leandro. O profissional realizou o chamado teste da gaveta, procedimento clínico usado para avaliar a estabilidade do joelho, e suspeitou de rompimento do ligamento cruzado. A recomendação imediata foi buscar um cirurgião ortopédico veterinário especializado.

Confirmação do diagnóstico e possíveis causas

Após novos exames e avaliações mais detalhadas, veio a confirmação: Bob havia realmente rompido o ligamento cruzado da pata traseira esquerda. A notícia impactou a família, que se questionava como uma lesão tão séria poderia acometer um cão jovem, ativo e cercado de cuidados.

Diante do diagnóstico, os especialistas consultados levantaram possíveis causas para o quadro, sem, no entanto, chegar a uma conclusão definitiva sobre a origem exata da lesão. Diante da gravidade da situação, ficou claro que o tratamento não poderia ser adiado, tornando a cirurgia uma medida urgente e necessária.

"O menor sinal pode indicar um problema sério, e agir rapidamente faz toda a diferença", alertou o veterinário responsável pelo caso.

Complicação adicional e uso de ácido hialurônico

Durante a investigação, a família descobriu que Bob apresentava problemas em ambas as patas traseiras, não apenas na que apresentava a lesão mais evidente. Para aliviar a dor do animal, a equipe médica decidiu aplicar ácido hialurônico durante o procedimento cirúrgico.

O ácido hialurônico é uma substância amplamente utilizada no tratamento de problemas articulares, incluindo o desgaste de cartilagem, tanto em cães quanto em seres humanos. Sua atuação consiste em lubrificar as articulações, reduzir a fricção entre os ossos e auxiliar na regeneração parcial da cartilagem afetada.

Estudos e experiências clínicas indicam que o composto pode proporcionar alívio significativo da dor, melhorar a mobilidade do animal e retardar a progressão de doenças degenerativas nas articulações, especialmente quando combinado a tratamentos cirúrgicos ou de fisioterapia. Ainda assim, a eficácia do tratamento varia conforme a gravidade da lesão, a idade do animal e o protocolo de aplicação utilizado, sendo mais efetivo em casos iniciais ou moderados. No caso específico de Bob, o médico responsável pela cirurgia, identificado como Dr. André, avaliou que a aplicação seria benéfica para o quadro do cão.

A cirurgia e o pós-operatório desafiador

A família optou por realizar o procedimento com o Dr. André, dono da clínica Unipet e apontado como um dos especialistas mais experientes em ortopedia veterinária da região. A cirurgia transcorreu bem, mas o período pós-operatório se transformou em um verdadeiro teste de paciência e resiliência para toda a família.

Nos primeiros dias após o procedimento, Bob sentia dores, recusava-se a caminhar e demonstrava tristeza visível. Foi nesse momento que o Dr. Leandro Alves Ferreira, com registro profissional CRMV MG 12207, voltou a atuar de forma decisiva no caso. Além de ter indicado o cirurgião responsável pela operação, ele passou a visitar a casa da família duas vezes por dia para aplicar medicações injetáveis, já que Bob praticamente não aceita remédios administrados por via oral.

Equipe multidisciplinar de cuidados

Além do acompanhamento do Dr. Leandro, a família contou com o suporte do Dr. Lucas, veterinário especialista em tratamento da dor, que trouxe alívio em momentos particularmente difíceis da recuperação. Também integrou a equipe a Dra. Larissa Cristina Teixeira Portela, com registro CRMV 17432, fisioterapeuta que segue acompanhando o cão até hoje e tem sido fundamental para sua reabilitação.

O próprio Dr. André, responsável pela cirurgia, continua avaliando Bob regularmente, com consultas realizadas a cada 30 dias para garantir o acompanhamento da recuperação. Segundo o relato, o cão foi cuidado por diversas mãos dedicadas ao longo do processo, o que fez toda a diferença em sua trajetória de recuperação.

A tutora deixou uma recomendação a outros donos de pets: construir uma rede de profissionais confiáveis e especializados antes mesmo de uma situação de urgência surgir. Segundo ela, essa preparação pode economizar tempo, reduzir o sofrimento do animal e trazer mais tranquilidade para toda a família.

Os custos do tratamento

O relato também expôs a dimensão financeira envolvida no tratamento de uma lesão como a de Bob. Segundo a tutora, cuidar de um cachorro mancando exige não apenas dedicação emocional, mas também planejamento financeiro robusto, já que cada etapa do processo — desde os exames iniciais até a cirurgia e a reabilitação — envolve custos que se somam e podem pesar significativamente no orçamento familiar.

De acordo com o levantamento apresentado, o total de gastos no primeiro mês de tratamento somou aproximadamente R$ 10.430,00. A tutora fez questão de destacar que esses valores correspondem a uma cidade de porte médio na região Sudeste do país, e que em capitais os custos tendem a ser ainda mais elevados.

Como recomendação prática, a tutora sugeriu que outros donos de pets mantenham sempre um fundo de emergência destinado a imprevistos de saúde do animal, o que pode ser decisivo para tomar decisões rápidas e evitar preocupações financeiras adicionais em momentos delicados.

Recuperação e rotina de reabilitação

Dois meses após a cirurgia, Bob voltou a apresentar o comportamento alegre de antes, brincando e correndo normalmente. A tutora ressaltou, no entanto, que essa evolução só foi possível graças a um comprometimento diário e constante com o processo de recuperação do animal.

A fisioterapia, realizada duas vezes por semana com a Dra. Larissa, foi apontada como fundamental para o fortalecimento da musculatura e a devolução da mobilidade ao cão. Além disso, as avaliações periódicas conduzidas pelo Dr. Leandro Alves Ferreira e pelo Dr. Lucas garantem que qualquer sinal de dor ou desconforto seja identificado rapidamente, permitindo ajustes no tratamento sempre que necessário.

Por fim, a suplementação articular, combinada a uma dieta anti-inflamatória, completa o protocolo de cuidados, contribuindo tanto para a recuperação física do animal quanto para a prevenção de novos problemas ortopédicos. A tutora recomendou que, sempre que possível, os donos de pets procurem clínicas que ofereçam pacotes mensais de reabilitação, o que ajuda a reduzir custos e garantir a continuidade do tratamento — fator considerado essencial para resultados consistentes.

Aprendizados da experiência

Ao refletir sobre toda a experiência, a tutora afirmou não saber previamente que o rompimento do ligamento cruzado é uma condição relativamente comum entre cães, tampouco imaginava o quanto essa situação poderia impactar emocionalmente não apenas o animal, mas toda a família envolvida em seus cuidados.

"Diagnosticar cedo salva vidas e economiza recursos. Confie nos seus instintos", destacou a tutora sobre o principal aprendizado do processo.

Segundo ela, a experiência deixou claro como os animais de estimação dependem intensamente da atenção e do cuidado de seus tutores. Mais do que isso, o episódio reforçou que o amor verdadeiro por um pet não se resume a carinho e momentos de alegria, mas também envolve planejamento, responsabilidade e prevenção diante de possíveis problemas de saúde.

A tutora ainda ressaltou que, caso tivesse ignorado os primeiros sinais observados naquele domingo, é possível que Bob hoje apresentasse limitações irreversíveis. Por isso, ela reforça a importância de confiar nos instintos e buscar ajuda veterinária o quanto antes diante de qualquer alteração no comportamento ou na locomoção do animal.

Por: Redação Tá Sabendo MT (Redação Tá Sabendo MT, com informações de Vem Pets)

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