Pets

Doença do carrapato pode ser fatal em cães mesmo com cuidados, mostra caso da poodle Hanna

Tutora relata perda de cadela para erliquiose e babesiose e alerta sobre sintomas, diagnóstico, tratamento e prevenção da enfermidade

Doença do carrapato pode ser fatal em cães mesmo com cuidados, mostra caso da poodle Hanna

Wikimedia Commons / Photo Credit: James Gathany Content Providers(s): CDC/ Michael L. Levin, Ph. D.

Publicado em
Compartilhar:

A doença do carrapato, que pode ser fatal para cães mesmo diante de todos os cuidados possíveis, é o tema central de um relato publicado por Adriana D. Nadaes, fundadora do site Vem Pets, que perdeu sua cadela Hanna para a enfermidade. Segundo a tutora, a poodle pequena e cheia de vida havia se tornado muito mais que um animal de estimação, sendo companheira em momentos difíceis de sua vida, e sua morte motivou a produção de um material extenso sobre sintomas, diagnóstico, tratamento e prevenção da doença, publicado em 2 de julho de 2026.

O que é a doença do carrapato

De acordo com o texto, a doença do carrapato, também chamada de erliquiose e babesiose, é uma enfermidade grave transmitida pela picada de carrapatos infectados. Esses parasitas se fixam na pele do animal e injetam diretamente na corrente sanguínea bactérias e protozoários, o que pode comprometer rapidamente a saúde do cão.

Ao atingir o organismo, a doença afeta o sistema sanguíneo e desencadeia sintomas como anemia, febre, falta de apetite e apatia. Em casos mais graves, a enfermidade pode atingir órgãos internos e provocar complicações severas. Quando o tutor não identifica e trata o problema a tempo, o quadro pode evoluir rapidamente e colocar a vida do pet em risco.

O material recomenda que os tutores inspecionem seus animais diariamente, especialmente após passeios ao ar livre, já que o carrapato é descrito como um inimigo silencioso. Para informações adicionais, o texto indica o site da Sociedade Brasileira de Medicina Veterinária (SBMV) como fonte confiável sobre o tema.

Sintomas que exigem atenção imediata

O relato lista os sinais mais frequentes da doença do carrapato: febre alta e persistente, fraqueza e apatia intensa, perda de apetite, sangramentos nas mucosas ou hemorragias internas, dificuldade para respirar, manchas roxas ou vermelhas na pele e perda de peso rápida.

Segundo a autora, muitos tutores não percebem os sinais iniciais da doença porque eles podem parecer comuns no cotidiano do animal, como apatia, falta de apetite e alterações na pele. Em alguns casos, o cão também pode apresentar coceira frequente, o que leva parte dos tutores a acreditar, equivocadamente, que se trata de algo simples.

"Quando percebi que a Hanna estava meio apática, logo corri para um veterinário. Na época, nem me passou pela cabeça que poderia ser a doença do carrapato. Assim, meu espanto foi enorme quando o diagnóstico foi confirmado", relatou Adriana D. Nadaes.

Diagnóstico depende de exames laboratoriais específicos

O diagnóstico da doença do carrapato é confirmado principalmente por meio de exames laboratoriais específicos, entre eles o hemograma completo, a sorologia e o exame de PCR, que permitem detectar com precisão a presença dos agentes causadores no sangue do animal.

Esses exames também ajudam o veterinário a avaliar o grau de comprometimento do organismo e a definir a melhor estratégia de tratamento. Por isso, o texto reforça que, ao menor sinal de sintomas suspeitos — como apatia, febre ou sangramentos —, é fundamental levar o pet ao veterinário o quanto antes, já que iniciar o tratamento rapidamente aumenta significativamente as chances de recuperação e evita complicações graves que podem colocar a vida do animal em risco.

Tratamento pode incluir internação e transfusão de sangue

O tratamento da doença do carrapato envolve o uso de antibióticos específicos, medicamentos para controle dos sintomas e suporte nutricional. Em casos avançados, pode ser necessária internação e transfusão de sangue, como ocorreu com Hanna.

"Fique atento, pois quando a doença não é diagnosticada rápido, ela pode levar a problemas muito maiores, como foi o caso da Hanna, que tivemos que fazer transfusão de sangue na época. E acreditem, banco de sangue para cachorro não é nada fácil", afirmou a tutora.

O acompanhamento veterinário regular é apontado como essencial para monitorar a resposta do pet à medicação e garantir sua recuperação total. O material também alerta que remédios caseiros ou administrados sem orientação veterinária nunca devem ser usados, pois isso pode agravar a situação do animal.

Custos do tratamento variam entre R$ 1.200 e R$ 3.500

Segundo o relato, os custos do tratamento podem variar bastante dependendo da gravidade do caso e da região, mas em média o valor fica entre R$ 1.200 e R$ 3.500, incluindo exames, medicamentos e eventuais procedimentos como internação e transfusão de sangue. O texto oferece ainda um modelo de orçamento detalhado para tutores que precisem tratar a doença em seus animais.

Prevenção é apontada como a melhor estratégia

Segundo a autora, prevenir é sempre melhor que remediar, e algumas medidas de proteção contra a doença do carrapato são recomendadas, incluindo o uso de medicamentos preventivos específicos e a inspeção regular do animal.

"Hoje dou regularmente Bravecto e tem se mostrado ser muito eficaz. Mas o acompanhamento deve ser constante mesmo, com a regularidade do medicamento", disse Adriana D. Nadaes.

O texto recomenda que os tutores consultem sempre um veterinário para escolher o produto preventivo ideal para cada pet, considerando fatores como porte, idade e condições de saúde do animal.

Lição sobre previsibilidade financeira

Adriana relata que perder Hanna para a doença do carrapato foi um momento devastador, e que não sabia o quanto a enfermidade era traiçoeira e o quanto a prevenção e o diagnóstico precoce fazem diferença. Hoje, ela diz compartilhar essa experiência para que outras pessoas não passem pelo mesmo sofrimento.

Segundo a autora, a maior lição tirada de todo o processo foi a importância da previsibilidade financeira diante de tratamentos de saúde animal, o que a levou a recomendar a leitura de um guia sobre planos de saúde para cães como forma de evitar o desespero com contas hospitalares altíssimas em casos de emergência.

Com o tempo, ela afirma ter se tornado ainda mais vigilante, priorizando a saúde de seus cães com visitas regulares ao veterinário, prevenção rigorosa e cuidado constante.

Perguntas frequentes sobre a doença

O material esclarece que a doença do carrapato em cães não é transmissível diretamente para humanos, mas os carrapatos podem transmitir outras doenças às pessoas, o que reforça a importância de manter o ambiente livre desses parasitas.

Sobre a diferença entre erliquiose e babesiose, o texto explica que ambas são doenças transmitidas por carrapatos, mas causadas por agentes diferentes: a erliquiose é provocada por bactérias do gênero Ehrlichia, enquanto a babesiose é causada por protozoários do gênero Babesia. Os sintomas das duas doenças são semelhantes, embora o tratamento possa variar conforme o agente identificado.

Em caso de encontrar um carrapato no animal, a orientação é remover o parasita com cuidado usando uma pinça própria, sem esmagá-lo, e procurar o veterinário imediatamente para avaliação e prevenção da doença.

A doença do carrapato é descrita no relato como grave, mas, com informação e prevenção, possível de ser evitada. O texto reforça que os sintomas nunca devem ser subestimados e que os tutores precisam estar atentos ao ambiente onde seus pets circulam, especialmente em áreas com vegetação e presença de outros animais.

Por: Redação Tá Sabendo MT (Redação Tá Sabendo MT, com informações de Vem Pets)

Compartilhar: