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Choco: a despedida de um Shih Tzu que viveu 18 anos ao lado de uma família

Relato de tutora narra os últimos meses de vida do cão, marcados por múltiplos diagnósticos, cuidados paliativos e uma lição sobre amor e presença

Choco: a despedida de um Shih Tzu que viveu 18 anos ao lado de uma família

Wikimedia Commons / Fotografiert und zur Verfügung gestellt von Tanja Tepe Shih Tzu from Chinese Paradise <shih-tzu@mailde.de>

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O cão Choco, da raça Shih Tzu, morreu no dia 23 de junho de 2026, aos 18 anos de idade, após um mês de consultas, exames e cuidados intensivos motivados por uma série de diagnósticos que se acumularam em curto espaço de tempo. O animal foi companheiro da irmã da autora do relato, Adriana D. Nadaes, colaboradora do site Vem Pets, e also fez parte da rotina de toda a família ao longo de quase duas décadas.

Uma vida marcada pela tranquilidade e pelo carinho

Segundo o relato publicado no Vem Pets, Choco nunca foi um cão agitado ou de comportamento difícil. Ao contrário, era descrito como sereno, extremamente carinhoso e capaz de conquistar qualquer pessoa que se aproximasse dele. Mesmo com o avanço da idade, o Shih Tzu mantinha o interesse pela companhia da família e fazia questão de estar por perto em todos os momentos do dia a dia.

Durante praticamente toda a sua vida, o cão foi considerado forte e saudável. Com o passar dos anos, no entanto, alguns cuidados começaram a se intensificar, já que o envelhecimento exige mais atenção, acompanhamento veterinário regular e pequenas adaptações na rotina para preservar o bem-estar do animal. Essa fase de adaptação, inclusive, motivou a publicação de um artigo anterior no mesmo site, voltado a orientar outros tutores sobre cuidados com cães idosos.

Pequenas mudanças que anunciavam algo maior

De acordo com a autora, a despedida de um cão dificilmente ocorre apenas no último dia — ela costuma começar de forma silenciosa, por meio de pequenas alterações que, a princípio, parecem fazer parte apenas do processo natural de envelhecimento. Foi exatamente isso que a família viveu com Choco: mudanças discretas no comportamento, no sono e na disposição, que inicialmente não geraram grande preocupação.

Cães idosos costumam dormir mais, caminhar com menos energia e apresentar variações naturais de comportamento, o que levou a família a acreditar, por algum tempo, que aquelas alterações eram apenas reflexo da idade avançada. Com o passar dos dias, contudo, o Shih Tzu passou a demonstrar cada vez menos interesse pelas atividades que sempre fizeram parte de sua rotina, o que motivou a família a buscar novamente orientação veterinária.

"A despedida de um cachorro nunca acontece apenas no último dia. Na maioria das vezes, ela começa de forma silenciosa", relatou Adriana D. Nadaes, autora do texto publicado no Vem Pets.

Histórico de leishmaniose e novos diagnósticos em sequência

Ao longo da vida, Choco já havia enfrentado desafios de saúde importantes, entre eles a leishmaniose, doença que exigiu tratamento prolongado e cuidados específicos. Na ocasião, o cão respondeu bem ao tratamento e conseguiu viver com qualidade por vários anos — experiência que também foi registrada em outro artigo do site, dedicado a explicar como prevenir e tratar a leishmaniose em cães.

Dessa vez, porém, a situação se mostrou diferente. Em poucas semanas, uma sequência de exames revelou múltiplos problemas de saúde: primeiro veio o diagnóstico de insuficiência renal crônica; pouco depois, os veterinários identificaram pancreatite; em seguida, novos exames apontaram gordura no fígado, aumento da próstata e um sopro cardíaco.

Diante do acúmulo de diagnósticos em um intervalo tão curto, a rotina da família mudou por completo. Consultas veterinárias passaram a ocorrer semanalmente, os horários de medicação precisavam ser rigorosamente respeitados e a alimentação do cão exigiu adaptações constantes.

Cuidar como forma de estar presente

Segundo o relato, a experiência com os múltiplos diagnósticos trouxe uma reflexão importante para a família: em determinado momento, cuidar deixa de significar apenas combater uma doença e passa a significar, sobretudo, estar presente, respeitar os limites do animal e aproveitar cada instante ao lado dele.

"Cuidar passa a significar estar presente. Passa a significar respeitar os limites do pet. Passa a significar aproveitar cada momento ao lado dele", descreveu a tutora no texto.

Mesmo nos dias mais difíceis do tratamento, Choco continuava buscando colo, carinho e a companhia da família, comportamento que, segundo a autora, reforçou a certeza de que a maior demonstração de amor por um animal de estimação nem sempre está relacionada a encontrar uma cura, mas sim a garantir que ele nunca enfrente esse momento sozinho.

A despedida e os cuidados paliativos adotados

No dia 23 de junho de 2026, após um mês de consultas, exames, medicamentos e cuidados intensivos, Choco morreu. A tristeza tomou conta da família, já que a despedida de um companheiro presente por 18 anos, segundo a autora, nunca é um processo simples.

Com o passar dos dias, no entanto, a lembrança que prevaleceu não foi a do último mês de tratamento, marcado pelas dificuldades da doença, mas sim a das quase duas décadas de convivência e afeto compartilhadas com o cão.

"Entendemos que a verdadeira demonstração de amor nem sempre está em conseguir prolongar a vida de quem amamos. Muitas vezes, ela está em oferecer conforto, respeito e dignidade até o último momento", afirmou Adriana D. Nadaes.

Durante o período de cuidados intensivos, alguns ajustes no ambiente ajudaram a tornar os últimos dias de Choco mais confortáveis. Entre eles, uma caminha macia, mantas para mantê-lo aquecido, recipientes de fácil acesso para água e alimentação, além de pisos menos escorregadios, que reduziram o risco de quedas. A presença constante da família e um ambiente calmo também contribuíram para o bem-estar do animal nesse período.

Produtos e orientações para tutores de cães idosos

O relato destaca que atualmente existem produtos desenvolvidos especialmente para cães idosos que podem auxiliar famílias em situação semelhante, como caminhas ortopédicas, tapetes antiderrapantes, comedouros elevados e mantas confortáveis, disponíveis em lojas especializadas como Amazon e Cobasi. Segundo o texto, mais do que simples acessórios, esses itens podem proporcionar mais conforto e bem-estar quando utilizados de acordo com as necessidades específicas de cada animal.

O artigo também cita organizações internacionais, como a World Small Animal Veterinary Association (WSAVA), que reforçam a importância do acompanhamento veterinário periódico de cães idosos. Segundo essa recomendação, consultas regulares favorecem a identificação precoce de doenças e ajudam tutores e veterinários a tomar decisões voltadas à qualidade de vida do animal, principalmente em fases avançadas da vida do pet.

Apesar de todos os diagnósticos enfrentados nos últimos meses, o relato ressalta que aquilo de que Choco parecia gostar mais permaneceu o mesmo ao longo de toda a sua vida: estar perto das pessoas que amava.

Por: Redação Tá Sabendo MT (Redação Tá Sabendo MT, com informações de Vem Pets)

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