Saúde

Melanoma maligno: sintomas, diagnóstico e tratamento explicados por especialistas

Melanoma maligno: sintomas, diagnóstico e tratamento explicados por especialistas

Pexels / Tara Winstead

Publicado em
Compartilhar:

O melanoma maligno é um tipo de câncer de pele que se origina nos melanócitos, células responsáveis pela produção de melanina, o pigmento que confere cor à pele. A doença pode surgir como uma nova mancha ou como alteração em um sinal já existente, com mudanças de forma, cor, tamanho ou textura, além de bordas irregulares ou assimétricas. Quando diagnosticado em estágio inicial, o melanoma apresenta altas chances de cura, geralmente por meio de cirurgia para remoção do tumor. Em casos mais avançados, o tratamento pode incluir imunoterapia ou terapia-alvo.

Sintomas de melanoma maligno

Os sinais do melanoma maligno aparecem como alterações em pintas, manchas ou sinais na pele, que podem sofrer pequenas lesões espontâneas, resultando em feridas, sangramento ou formação de crostas mesmo sem motivo aparente. A lesão pode surgir como uma mancha nova ou como modificação de um sinal já presente na pele.

Por se tratar de um câncer de pele, o melanoma é sempre maligno, o que significa que pode crescer de forma agressiva e se espalhar para outras partes do corpo caso não seja tratado a tempo. Essa característica o diferencia das lesões benignas, que costumam ser localizadas e sem capacidade de invadir tecidos ou se disseminar pelo organismo.

Quando a doença atinge um estágio avançado, é chamada de melanoma maligno metastático. Nessa fase, as células cancerígenas deixam o local onde o tumor surgiu e passam a crescer em outras regiões do corpo, como gânglios linfáticos, pulmões, fígado ou cérebro. Esse quadro pode provocar sintomas gerais, como cansaço intenso, perda de peso e dores persistentes.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico do melanoma maligno costuma ser realizado por dermatologista ou oncologista, com base na avaliação da lesão pelo método ABCDE, que analisa características como forma, cor, tamanho e alterações ao longo do tempo. Além dessa avaliação clínica, é utilizada a dermatoscopia, exame não invasivo que permite observar a estrutura da pele com maior ampliação e detalhe, auxiliando na identificação de sinais suspeitos.

Para confirmar o diagnóstico, o médico pode solicitar biópsia da lesão, procedimento em que a área alterada é removida total ou parcialmente para análise em microscópio. Em determinados casos, também podem ser solicitados exames adicionais, como avaliação dos gânglios linfáticos ou exames de imagem, para verificar se há disseminação da doença para outras partes do corpo.

Tipos de melanoma maligno

Os tipos de melanoma variam conforme a origem, o padrão de crescimento e a localização na pele. O melanoma lentigo maligno surge com mais frequência em pessoas idosas e em áreas muito expostas ao sol, como rosto, pescoço e dorso das mãos. Esse tipo se desenvolve de forma lenta, a partir de manchas que podem parecer sardas ou marcas de exposição solar, que aumentam gradualmente e escurecem ao longo do tempo, assumindo coloração acastanhada.

O melanoma acral é mais raro e ocorre em locais menos comuns, como palmas das mãos, plantas dos pés ou embaixo das unhas. Em geral não está relacionado à exposição solar e pode ser mais frequente em pessoas de pele negra ou asiática.

O melanoma extensivo superficial é o tipo mais frequente da doença e costuma se espalhar pela superfície da pele antes de avançar em profundidade. Costuma se apresentar como uma mancha plana e irregular que muda de cor e tamanho ao longo do tempo. Já o melanoma nodular é o segundo tipo mais comum e um dos mais agressivos, pois tende a crescer rapidamente em profundidade desde as fases iniciais, apresentando-se como um nódulo firme na pele, de crescimento progressivo, com coloração que pode variar entre castanho, preto, avermelhado ou semelhante à cor da pele.

Há ainda o melanoma amelanótico, forma menos comum em que o tumor não produz melanina, o pigmento responsável pela coloração escura característica da maioria das lesões. Por isso, pode se manifestar como lesão rosada, avermelhada ou da cor da pele, o que dificulta sua identificação precoce por se assemelhar a outras alterações cutâneas benignas.

Causas e fatores de risco

As principais causas do melanoma maligno estão relacionadas a fatores que aumentam o risco de alterações nas células da pele. Entre eles, destaca-se o grande número de sinais na pele, associado a maior risco de desenvolvimento da doença: quanto maior a quantidade de pintas, maior a probabilidade de que alguma delas sofra alterações malignas.

Também contribui para o risco um sistema imunológico enfraquecido, situação comum em pessoas imunossuprimidas por doenças ou pelo uso de determinados medicamentos, o que aumenta a chance de desenvolvimento de câncer de pele, incluindo o melanoma.

Tratamento e possibilidade de cura

O tratamento do melanoma maligno pode envolver cirurgia, imunoterapia ou terapia-alvo, a depender do estágio da doença. A cirurgia é a principal opção para a maioria dos casos, especialmente quando o diagnóstico é feito precocemente, e consiste na remoção completa do tumor junto com uma margem de tecido saudável ao redor, reduzindo o risco de recidiva. Em alguns casos, também é necessária a retirada de gânglios linfáticos próximos para avaliar se houve disseminação da doença.

A imunoterapia estimula o próprio sistema imunológico da pessoa a reconhecer e destruir as células cancerígenas, sendo frequentemente utilizada em casos mais avançados ou metastáticos. Já a terapia-alvo atua diretamente sobre alterações genéticas específicas presentes nas células do melanoma, oferecendo uma abordagem complementar para os casos em que a doença já se espalhou pelo organismo.

A recomendação médica é que qualquer alteração em pintas, manchas ou sinais na pele seja avaliada por um dermatologista, já que o diagnóstico precoce continua sendo o fator mais determinante para as chances de cura do melanoma maligno.

Por: Redação Tá Sabendo MT (Redação Tá Sabendo MT, com informações de Tua Saúde)

Compartilhar: