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Veja quatro medidas simples para prevenir a dengue

Veja quatro medidas simples para prevenir a dengue

Pexels / Pragyan Bezbaruah

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Prevenir a dengue exige a combinação de quatro medidas principais: eliminar objetos que acumulam água parada, usar repelentes e roupas compridas para evitar picadas, tomar a vacina disponível contra a doença e, em casos específicos, aplicar larvicidas em locais com muitos focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença.

A dengue é causada pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti e provoca sintomas como dor nas articulações, dor no corpo, dor de cabeça, náuseas, febre acima de 39ºC e manchas vermelhas pelo corpo. A doença representa um problema recorrente de saúde pública, especialmente em períodos de chuva, quando aumenta a quantidade de água parada em recipientes e terrenos.

Eliminar focos de água parada

A primeira e mais importante medida de prevenção é a eliminação de focos de água parada, ambiente onde o mosquito Aedes aegypti se reproduz. Isso inclui o descarte correto de pneus, garrafas, vasos de plantas e qualquer outro recipiente que possa acumular água da chuva ou de uso doméstico.

Essas ações de limpeza e verificação devem ser realizadas pelo menos uma vez por semana, já que o ciclo de reprodução do mosquito é rápido e novos focos podem surgir em poucos dias caso os recipientes não sejam vistoriados com regularidade.

Quando um morador identifica um terreno baldio com lixo acumulado ou objetos com água parada, a orientação é comunicar o problema a uma autoridade competente. A denúncia pode ser feita à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), pelo telefone 0800 642 9782, ou diretamente à prefeitura do município onde o problema foi identificado.

Uso de repelentes e roupas compridas

A segunda medida recomendada é evitar a picada do mosquito por meio do uso de repelentes e de roupas compridas, que reduzem a exposição da pele. Antes de aplicar qualquer repelente, é necessário verificar se o produto é liberado pela Anvisa e se contém pelo menos 20% de princípios ativos como DEET, icaridina ou IR3535, substâncias reconhecidas por sua eficácia contra o mosquito.

Como alternativa, também é possível preparar repelentes caseiros feitos a partir de plantas, embora a eficácia desses produtos naturais costume ser menor do que a dos repelentes industrializados com princípios ativos comprovados cientificamente.

Vacinação contra a dengue

A terceira medida de prevenção é a vacinação. No Brasil, está disponível a vacina Qdenga, oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para pessoas de 10 a 60 anos que nunca tiveram dengue ou que já tiveram a infecção anteriormente, e que moram em áreas com alta incidência de casos. Em clínicas particulares, a mesma vacina é oferecida para uma faixa etária mais ampla, entre 4 e 60 anos.

Existe ainda uma segunda vacina, a Dengvaxia, encontrada apenas em clínicas particulares. Essa vacina é indicada exclusivamente para pessoas de 6 a 45 anos que já tiveram dengue anteriormente, diferente da Qdenga, que pode ser aplicada tanto em quem já teve a doença quanto em quem nunca foi infectado.

Aplicação de larvicidas em locais de risco

A quarta medida de prevenção é indicada para locais com grande quantidade de focos de água parada, como depósitos de sucata, ferros-velhos e lixões. Nesses casos, pode ser realizada a aplicação de larvicidas, produtos químicos ou biológicos capazes de eliminar os ovos e as larvas do mosquito Aedes aegypti.

O tipo de aplicação varia de acordo com a quantidade de larvas identificadas no local. Entretanto, essa medida deve ser executada exclusivamente por agentes comunitários de saúde devidamente treinados, seguindo orientação das secretarias de saúde das prefeituras. O Ministério da Saúde recomenda que a aplicação de larvicidas seja feita de forma complementar às demais ações e apenas em depósitos que não podem ser eliminados ou controlados de outra maneira.

O órgão federal também orienta o uso de larvicidas biológicos à base de Bacillus thuringiensis israelensis (BTI) e de espinosinas para o controle do Aedes aegypti, com o objetivo de evitar que o mosquito desenvolva resistência aos inseticidas utilizados ao longo do tempo.

O que não é recomendado

A Anvisa não recomenda o uso de cloro e sal em ralos residenciais como medida de prevenção contra a dengue. Não existem comprovações científicas da eficácia dessa prática, que ainda pode provocar intoxicações. Além disso, o sal não é capaz de eliminar as larvas do mosquito transmissor da doença.

Segundo a orientação sanitária, os ralos das residências não acumulam água parada quando estão funcionando adequadamente, o que torna desnecessária a aplicação de cloro, sal ou qualquer outro produto nesses pontos da casa.

Por outro lado, é recomendado o uso de uma solução de hipoclorito de sódio, substância que contém cloro, na água de vasos de plantas. O hipoclorito de sódio tem ação comprovada contra as larvas do mosquito da dengue, sendo uma alternativa segura e eficaz para esse tipo de recipiente, diferentemente do uso do produto em ralos.

Por: Redação Tá Sabendo MT (Redação Tá Sabendo MT, com informações de Tua Saúde)

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