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Diarreia constante: entenda as causas mais comuns e quando é sinal de alerta

Diarreia constante: entenda as causas mais comuns e quando é sinal de alerta

Pexels / Kindel Media

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A diarreia constante, aquela que se repete por dias ou semanas seguidas, pode ter origem em diversos fatores, sendo os mais comuns as infecções por vírus, bactérias ou parasitas, o uso prolongado de determinados medicamentos e as alergias alimentares. Em alguns casos, no entanto, o sintoma persistente pode estar associado a doenças intestinais crônicas ou até a um câncer no intestino, especialmente quando vem acompanhado de mal-estar, dor abdominal intensa e presença de sangue nas fezes, segundo orientação médica.

O tratamento indicado varia de acordo com a causa identificada, mas de forma geral é recomendado aumentar a ingestão de líquidos ou usar soluções de reidratação oral para evitar a desidratação. Existem também remédios que ajudam a controlar os episódios de diarreia, mas o uso desses medicamentos deve ser feito somente sob orientação de um profissional de saúde, já que o tratamento inadequado pode mascarar sintomas de doenças mais graves.

Infecções por vírus, bactérias e parasitas

As infecções causadas por vírus e bactérias costumam provocar o surgimento repentino de diarreia intensa, acompanhada de náuseas, vômitos, dor de cabeça, dor muscular, febre, arrepios, perda de apetite, perda de peso e dor abdominal. Já as infecções por parasitas apresentam uma evolução diferente: os sintomas demoram mais para aparecer e tendem a durar mais tempo, o que favorece o quadro de diarreia constante.

Essas infecções geralmente ocorrem pela ingestão de água contaminada, consumo de peixe ou carnes crus ou mal cozidos, ou pelo manuseio de alimentos sem a devida higienização das mãos. Entre os alimentos mais associados à contaminação estão o leite, as carnes, os ovos e as verduras.

No caso de infecção viral, o tratamento consiste principalmente em prevenir a desidratação, por meio da ingestão de líquidos e de soluções de reidratação oral. Em quadros mais graves, pode ser necessária a administração de fluidos diretamente na veia, em ambiente hospitalar. Já nas infecções causadas por parasitas e bactérias, o tratamento depende da gravidade do quadro, sendo recomendado ingerir bastante líquido e evitar alimentos ricos em gordura, lactose ou cafeína. Em muitos casos, é necessário procurar um clínico geral, pediatra ou gastroenterologista para iniciar tratamento medicamentoso específico.

Intolerância à lactose

Algumas pessoas não produzem, ou produzem em quantidade insuficiente, a lactase, enzima do intestino responsável pela digestão da lactose, açúcar presente no leite e seus derivados. Nesses casos, o consumo frequente de laticínios provoca episódios recorrentes de diarreia.

Para esses pacientes, a recomendação é reduzir o consumo de leite e derivados ou optar por versões sem lactose. Também existem suplementos, como Lactosil ou Lactaid, que contêm a enzima lactase em sua composição e podem ser tomados antes das refeições para auxiliar na digestão.

Doenças intestinais crônicas

Pessoas com alterações e doenças intestinais como doença de Crohn, colite ulcerativa, doença celíaca ou síndrome do cólon irritável costumam apresentar episódios recorrentes de diarreia, enjoos e vômitos, principalmente após a ingestão de alimentos mais fortes ou contraindicados para cada condição.

Grande parte dessas doenças não tem cura, e o tratamento consiste basicamente em aliviar os sintomas com remédios para dor abdominal, náuseas e vômitos, além de soluções de reidratação oral, sempre conforme orientação médica. Dependendo do tipo de doença, também é recomendado evitar alimentos com cafeína, verduras cruas, frutas com casca, laticínios, aveia, gorduras, frituras, doces ou carnes vermelhas.

Alergia alimentar

A alergia alimentar é uma reação exagerada do sistema imunológico a determinados alimentos, como ovo, leite, amendoim, trigo, soja, peixe ou frutos do mar. Essa reação pode provocar vômitos, dor abdominal e diarreia constante.

O tratamento depende da gravidade dos sintomas e deve ser prescrito por um médico, podendo incluir remédios anti-histamínicos, como Allegra ou loratadina, ou corticoides, como a betametasona. Em casos mais graves, quando ocorre choque anafilático e falta de ar, pode ser necessária a aplicação de uma injeção de adrenalina e o uso de máscara de oxigênio para auxiliar na respiração.

Uso prolongado de medicamentos

O uso contínuo de alguns remédios, como antibióticos, quimioterápicos ou antiácidos contendo magnésio, também pode desencadear diarreia. Dependendo do tipo de medicamento e do tempo de tratamento, o sintoma pode se tornar constante, principalmente quando o remédio precisa ser ingerido diariamente por um período prolongado.

Nesses casos, é importante conversar com o médico responsável pela prescrição para avaliar a possibilidade de suspender temporariamente o uso do medicamento, ajustar a dosagem ou substituí-lo por outra opção que não cause esse efeito colateral. A orientação médica é enfática: nenhum tratamento prescrito deve ser interrompido por conta própria, sem consulta prévia.

No caso específico dos antibióticos, uma estratégia recomendada para reduzir a diarreia é associá-los ao uso de um probiótico, suplemento que contém bactérias benéficas para o intestino e ajuda a restabelecer a flora intestinal. Já para os antiácidos à base de magnésio, o médico pode optar por formulações que combinem essa substância com alumínio, componente que ajuda a reduzir o efeito laxativo.

Câncer no intestino: um sinal de alerta

Embora as causas mais comuns da diarreia constante sejam benignas, o sintoma também pode indicar câncer no intestino. O tumor se desenvolve principalmente no intestino grosso, atingindo cólon, reto e ânus, e pode provocar diarreias frequentes, sangue nas fezes, perda de peso sem causa aparente e dor abdominal.

Quando essa condição é confirmada por exames médicos, o tratamento pode envolver cirurgia, quimioterapia, radioterapia ou imunoterapia, a depender da localização, do tamanho e do estágio do tumor. Por isso, a orientação é buscar avaliação médica sempre que a diarreia persistente vier acompanhada de mal-estar, sangue nas fezes ou emagrecimento não explicado.

Tratamento e quando procurar ajuda médica

De acordo com a origem do sintoma, o médico pode indicar diferentes classes de medicamentos para controlar a diarreia, sempre conforme avaliação individual do paciente. Em quadros de diarreia infecciosa, também podem ser prescritos antibióticos específicos, como furazolidona, nifuroxazida, ciprofloxacino e nitrofurantoína.

Diante da persistência do sintoma por mais de alguns dias, ou do surgimento de sinais de alerta como sangue nas fezes, febre alta, dor abdominal intensa ou perda de peso, a recomendação é procurar um clínico geral, pediatra ou gastroenterologista para investigação da causa e definição do tratamento adequado, evitando a automedicação prolongada.

Por: Redação Tá Sabendo MT (Redação Tá Sabendo MT, com informações de Tua Saúde)

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