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Espinheira-santa: para que serve, benefícios e como preparar o chá

Espinheira-santa: para que serve, benefícios e como preparar o chá

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A espinheira-santa, planta medicinal cientificamente conhecida como Maytenus ilicifolia, é utilizada popularmente para auxiliar no tratamento de problemas gástricos, intestinais e de pele, graças à presença de flavonoides, taninos e triterpenos com ação antioxidante, cicatrizante e protetora do estômago.

A parte da planta mais utilizada são as folhas, das quais são extraídas as substâncias ativas responsáveis pelos efeitos terapêuticos. Essas folhas podem ser consumidas na forma de chá, compressas, extrato fluido ou cápsulas, produtos encontrados em ervanárias e lojas especializadas em produtos naturais.

Apesar dos benefícios reconhecidos, especialistas reforçam que o uso da espinheira-santa não substitui o tratamento médico convencional e deve ser sempre acompanhado por um profissional de saúde com experiência no uso de plantas medicinais.

Ação antioxidante e proteção gástrica

Entre os compostos identificados na espinheira-santa estão taninos como a epigalocatequina e polissacarídeos como o arabinogalactano, substâncias com forte ação antioxidante, anti-inflamatória e protetora da mucosa gástrica. Esses componentes ajudam a amenizar quadros de úlcera gástrica, azia, gastrite, má digestão e dor de estômago.

O mecanismo de ação envolve a redução da acidez estomacal e a proteção das paredes do estômago contra o próprio ácido produzido pelo órgão, o que contribui para aliviar sintomas como dor e sensação de queimação.

Pesquisas conduzidas com ratos em laboratório indicam que a planta apresenta efeito semelhante ao da cimetidina, medicamento utilizado para reduzir a produção de ácido estomacal. Além disso, estudos apontam que a espinheira-santa possui ação antibacteriana capaz de combater a bactéria H. pylori, associada ao surgimento de lesões e úlceras no estômago.

Potencial anticâncer e outros benefícios

Testes realizados com células de câncer de pulmão, mama e fígado mostraram que a espinheira-santa pode reduzir a proliferação dessas células cancerosas, efeito atribuído à presença do triterpenoide pristimerina. Os pesquisadores, no entanto, ressaltam que ainda são necessários estudos em humanos para confirmar esse possível benefício.

A planta também apresenta leve ação laxativa, o que faz do seu chá uma opção auxiliar no tratamento de casos leves a moderados de prisão de ventre. Some-se a isso um efeito diurético discreto, que contribui para eliminar o excesso de líquidos do corpo, sendo útil tanto na retenção de líquidos quanto na prevenção de infecções urinárias, ao manter o trato urinário mais limpo.

Quando aplicada sobre a pele, a espinheira-santa exerce ação analgésica e cicatrizante, auxiliando no tratamento de problemas dermatológicos como eczema e acne. Estudos in vitro identificaram ainda substâncias com ação antimicrobiana, como a maitenina e a friedelina, capazes de combater diferentes bactérias, além de atuar contra o fungo Aspergillus niger, responsável por causar aspergilose.

Como preparar o chá e outras formas de uso

O chá de espinheira-santa deve ser feito com as folhas secas da planta e utilizado por um período máximo de seis meses de tratamento, sempre sob orientação médica. O preparo consiste em colocar as folhas em uma xícara de água fervente e deixar repousar de 5 a 10 minutos antes de coar.

A recomendação é beber o chá morno, até três vezes ao dia, em jejum ou cerca de 30 minutos antes das refeições. Já as cápsulas de espinheira-santa, encontradas geralmente na concentração de 380 mg de extrato seco das folhas de Maytenus ilicifolia, devem ser ingeridas inteiras com um copo de água, sem serem abertas ou mastigadas.

A dose usual das cápsulas é de duas unidades de 380 mg, três vezes ao dia — ou seja, a cada oito horas —, tomadas antes das principais refeições. Para quem opta pelo extrato fluido, a recomendação é de 15 a 20 gotas diluídas em 200 ml de água, três vezes por dia, após as refeições, ou conforme orientação médica.

Para uso externo em problemas de pele, como eczema, cicatrizes ou acne, é possível fazer compressas quentes com o chá de espinheira-santa aplicadas diretamente sobre a lesão. O preparo segue o mesmo princípio do chá: as folhas secas são adicionadas à água fervente, que deve amornar antes da aplicação diária sobre a área afetada.

Efeitos colaterais e contraindicações

Entre os efeitos colaterais mais comuns relatados durante o uso da espinheira-santa estão sensação de boca seca, náusea e alteração do paladar, sintomas que tendem a surgir principalmente quando a planta é usada em quantidades acima das recomendadas ou por período superior a seis meses.

A planta também pode provocar reações alérgicas, razão pela qual seu uso deve ser sempre acompanhado por orientação médica ou de profissional de saúde especializado em fitoterapia.

O uso da espinheira-santa é contraindicado durante a gravidez, já que pode desencadear contrações uterinas e risco de aborto. Mulheres em período de amamentação também devem evitar a planta, pois ela pode reduzir a produção de leite materno. Crianças com menos de 12 anos e pessoas com alergia conhecida à espinheira-santa igualmente não devem fazer uso do produto sem acompanhamento profissional.

Diante do conjunto de benefícios e riscos associados à planta, profissionais de saúde reforçam que qualquer tratamento com espinheira-santa, seja em forma de chá, cápsulas ou extrato, deve ser precedido de avaliação médica, especialmente para pacientes com outras condições de saúde pré-existentes.

Por: Redação Tá Sabendo MT (Redação Tá Sabendo MT, com informações de Tua Saúde)

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