Analgésicos: o que são, para que servem e quais os principais tipos
Medicamentos atuam no sistema nervoso ou no local da dor, mas nem sempre tratam a causa do problema; uso deve seguir orientação médica
Pexels / Damian Sochacki
Os analgésicos são medicamentos que aliviam ou bloqueiam a sensação de dor, atuando no sistema nervoso central ou diretamente no local onde ela ocorre. Eles são indicados para tratar sintomas como dor de cabeça, dor muscular, enxaqueca e dores após procedimentos cirúrgicos, entre outras condições que causam desconforto físico.
Segundo informações do portal Tua Saúde, com conteúdo assinado pela nutricionista Sabrina Talon, registrada no CRN-4 sob o número 08101130, esses medicamentos se dividem em diferentes categorias conforme o mecanismo de ação e a intensidade da dor que se propõem a tratar. Os principais tipos incluem os analgésicos não opioides, como o paracetamol; os anti-inflamatórios não esteroides, como o ibuprofeno, que também reduzem febre e inflamação; e os opioides, como o tramadol, reservados para dores mais intensas.
Apesar de aliviarem o desconforto, os analgésicos nem sempre tratam a causa da dor. Por esse motivo, o uso desses medicamentos deve seguir orientação médica, principalmente quando a dor é intensa, persistente ou vem acompanhada de outros sintomas, como febre.
Para que servem os analgésicos
Os analgésicos servem principalmente para aliviar, reduzir ou controlar a dor, atuando nas vias responsáveis pela transmissão dos sinais dolorosos no sistema nervoso ou diretamente no local onde a dor é gerada. Esses medicamentos podem ser utilizados no tratamento de dores classificadas como leves, moderadas ou intensas.
Entre as aplicações mais comuns estão dor de cabeça, dor de dente, dor muscular, cólicas menstruais, dores nas articulações, dores decorrentes de lesões ou cirurgias e também dores crônicas. Alguns tipos de analgésicos, como os anti-inflamatórios não esteroides, ajudam ainda a reduzir inflamação e febre, enquanto os opioides ficam reservados para os casos mais intensos, quando outros medicamentos não são suficientes para o controle da dor.
Analgésicos não opioides: paracetamol e dipirona
Os analgésicos não opioides atuam principalmente reduzindo a percepção da dor no sistema nervoso central. Os principais representantes dessa categoria são o paracetamol e a dipirona, medicamentos amplamente utilizados para dores leves a moderadas, como dor de cabeça, dor de dente, dor muscular e cólicas menstruais.
O paracetamol também é indicado para reduzir febre, mas possui pouca ação anti-inflamatória. Já a dipirona, além de aliviar a dor e controlar a febre, apresenta discreta ação anti-inflamatória, segundo a matéria do Tua Saúde.
Em geral, os analgésicos não opioides são bem tolerados quando usados nas doses recomendadas. Contudo, o paracetamol pode causar lesão no fígado quando utilizado em doses elevadas ou associado ao consumo excessivo de álcool. Já a dipirona pode causar reações alérgicas, queda de pressão arterial e, em casos raros, alterações nas células do sangue, como a agranulocitose.
Anti-inflamatórios não esteroides (AINEs)
Os anti-inflamatórios não esteroides, conhecidos pela sigla AINEs, são medicamentos que, além da ação analgésica, também possuem efeito anti-inflamatório e antitérmico. Eles são indicados principalmente para aliviar dores associadas a processos inflamatórios, como dor muscular, dor nas articulações, artrite, tendinite, dor de dente, lesões musculoesqueléticas e dores decorrentes de cirurgias ou traumas.
Além do efeito analgésico e anti-inflamatório, a maioria dos AINEs também contribui para a redução da febre. Como efeitos colaterais, esses medicamentos podem causar irritação no estômago, azia, gastrite, úlceras e sangramentos digestivos, principalmente quando usados por longos períodos ou em doses elevadas. Também podem aumentar o risco de problemas renais, retenção de líquidos e alterações na pressão arterial em algumas pessoas.
Opioides: analgésicos potentes para dores intensas
Os opioides são analgésicos potentes que atuam em receptores específicos do cérebro e da medula espinhal, reduzindo a percepção da dor. Eles são utilizados para dores moderadas a intensas que não melhoram com medicamentos mais simples, como ocorre após cirurgias de grande porte, traumas graves, queimaduras extensas ou em alguns casos de dor relacionada ao câncer.
Entre os possíveis efeitos colaterais dos opioides estão sonolência, tontura, náuseas, vômitos, prisão de ventre e dificuldade para respirar. O uso prolongado ou inadequado desses medicamentos também pode levar ao desenvolvimento de tolerância, com necessidade de doses cada vez maiores para obter o mesmo efeito, além do risco de dependência. Por esse motivo, os opioides devem ser utilizados somente com prescrição médica.
Analgésicos adjuvantes para dor neuropática e crônica
Existe ainda uma categoria de medicamentos que não foram desenvolvidos originalmente para tratar a dor, mas que podem ser indicados principalmente em casos de dor neuropática e crônica, pois ajudam a modificar a transmissão dos sinais dolorosos pelo sistema nervoso. São os chamados analgésicos adjuvantes.
Esses medicamentos são indicados principalmente para dores causadas por lesões nos nervos, como neuropatia diabética, neuralgia pós-herpética, fibromialgia e outras condições de dor crônica. Os efeitos colaterais podem variar conforme o medicamento utilizado, mas incluem sonolência, tontura, boca seca, náuseas, alterações no peso e dificuldade de concentração. O uso deve ser feito conforme orientação médica, especialmente quando associado a outros medicamentos que atuam no sistema nervoso central.
Contraindicações e cuidados no uso
Os analgésicos não devem ser utilizados em caso de alergia ou sensibilidade a algum componente da fórmula. Além disso, cada tipo de medicamento possui contraindicações específicas que precisam ser consideradas, como doenças no fígado, nos rins, problemas no estômago, uso de anticoagulantes ou outras condições de saúde preexistentes.
Por esses motivos, o uso desses medicamentos deve ser orientado pelo médico, principalmente em crianças, idosos, gestantes, pessoas com doenças crônicas ou quando a dor é intensa ou persistente. A matéria do Tua Saúde recomenda ainda que se procure atendimento médico caso a dor persista por mais de alguns dias, piore ou esteja acompanhada de sintomas como febre alta, dificuldade para respirar ou perda de força.
Embora aliviem os sintomas, os analgésicos nem sempre tratam a causa da dor. Por isso, dores persistentes ou recorrentes devem sempre ser investigadas por um profissional de saúde, para que o tratamento mais adequado a cada caso seja iniciado.
Por: Redação Tá Sabendo MT (Redação Tá Sabendo MT, com informações de Tua Saúde)