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Especialista dá cinco dicas de estudo para quem vai prestar Enem e Fuvest

Professor doutor em Educação Escolar orienta estudantes sobre organização de conteúdo, leitura diária, disciplina, resolução de questões e prática de redação na reta final para os vestibulares do segundo semestre

Especialista dá cinco dicas de estudo para quem vai prestar Enem e Fuvest

Wikimedia Commons / Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira)

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Com a aproximação dos principais vestibulares do segundo semestre de 2026, entre eles o Enem e a Fuvest, estudantes que pretendem ingressar na universidade entram na etapa final de preparação. Nesse período, organizar a rotina de estudos, definir prioridades e adotar estratégias adequadas pode influenciar diretamente no desempenho durante as provas.

Para ajudar os candidatos nesse momento decisivo, o professor e escritor Arthur Vinícius Feitosa Furtado reuniu cinco orientações baseadas em sua trajetória na área da educação. Furtado é professor de Português e coordenador de uma Escola Técnica Estadual (Etec) em São Paulo. Ele é doutor em Educação Escolar pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) e mestre em Processos de Ensino, Gestão e Inovação pela Uniara.

Além da atuação como educador, Furtado é autor de obras que discutem questões relacionadas ao ensino e à aprendizagem, entre elas o livro "Queimem todos os professores", lançado em 2026. É a partir dessa vivência, tanto na sala de aula quanto na produção literária sobre educação, que o professor detalha as estratégias que considera essenciais para que os estudantes cheguem mais preparados aos exames.

Os dados sobre a educação básica no Brasil reforçam a importância de uma preparação estruturada. Levantamentos apontam que 64,8% dos alunos concluem o ensino médio sem aprender português de forma adequada, enquanto mais de 90% terminam essa etapa sem atingir o nível esperado em matemática. Além disso, seis a cada dez alunos finalizam o ensino médio com aprendizado abaixo do que seria recomendado para a idade e a série.

Organize os conteúdos por áreas de conhecimento

Segundo Furtado, tentar memorizar informações pouco antes da prova não é uma estratégia suficiente. O estudante precisa construir conhecimento ao longo de toda a preparação, e não apenas nos dias que antecedem o exame.

Ter domínio dos conteúdos é fundamental para responder às questões, interpretar textos e estabelecer relações entre diferentes temas cobrados nas provas. Para isso, o professor recomenda organizar as disciplinas por áreas de conhecimento e distribuir os assuntos de forma progressiva ao longo do cronograma de estudos.

A orientação inclui priorizar os conteúdos que apresentam maior dificuldade para o estudante e evitar concentrar o aprendizado de matérias inteiras nas semanas finais que antecedem o vestibular, quando o tempo de assimilação já é mais reduzido.

Faça da leitura uma parte diária da preparação

A leitura deve integrar a rotina de quem pretende disputar uma vaga na universidade, segundo o especialista. O contato frequente com diferentes gêneros textuais e assuntos amplia o repertório do candidato, melhora a compreensão de textos e favorece o desenvolvimento da capacidade de argumentação, habilidade cobrada tanto nas questões objetivas quanto na redação.

Além das leituras obrigatórias indicadas por escolas e cursinhos, Furtado recomenda acompanhar notícias, artigos, ensaios e obras literárias diversas, de forma a compreender diferentes tipos de informação e desenvolver a capacidade de relacioná-las entre si, o que é especialmente útil para interpretação de texto e para a construção de repertório sociocultural na redação.

Estude com disciplina e constância

Uma preparação eficiente depende de uma rotina que possa ser mantida ao longo do tempo, sem grandes interrupções. Furtado orienta que os estudantes estabeleçam horários realistas para os estudos, distribuam as disciplinas ao longo da semana e definam metas que possam ser acompanhadas de perto.

O professor alerta, no entanto, para o risco de criar um cronograma excessivamente rígido, que acabe dificultando a adaptação à rotina do estudante. Segundo ele, é a regularidade, e não a rigidez extrema, que favorece a assimilação gradual dos conteúdos ao longo dos meses de preparação.

Resolva questões e aprenda com os erros

Depois de estudar determinado conteúdo, é importante colocá-lo em prática por meio de exercícios, afirma o especialista. A resolução de questões ajuda o estudante a identificar suas dificuldades específicas, compreender como determinados assuntos costumam ser cobrados nas provas e verificar o real nível de domínio da matéria estudada.

Furtado recomenda incluir simulados na preparação e, principalmente, dedicar tempo à análise dos erros cometidos durante essas resoluções. Retomar os conteúdos relacionados às questões que apresentaram maior dificuldade permite ao estudante direcionar de forma mais eficiente os próximos momentos de estudo, focando exatamente nos pontos mais frágeis.

Não deixe a escrita para a última hora

Para os vestibulares que exigem redação, caso do Enem e de diversas universidades, a prática de escrita deve começar desde o início da preparação, e não apenas nas últimas semanas antes da prova. Escrever bem envolve saber organizar ideias, desenvolver argumentos consistentes e construir um texto claro e coerente, habilidades que exigem treino constante.

Por isso, o professor recomenda que os candidatos produzam redações regularmente ao longo de toda a preparação e busquem, sempre que possível, correções de professores ou especialistas na área.

"Ao revisar os textos, identifique os erros que se repetem e trabalhe especificamente nesses pontos, priorizando a evolução da qualidade da escrita", orienta Arthur Vinícius Feitosa Furtado, professor e doutor em Educação Escolar pela Unesp.

As cinco orientações reunidas pelo professor têm como objetivo ajudar estudantes de todo o país a estruturarem melhor o tempo que resta até os principais vestibulares do segundo semestre de 2026, entre eles o Enem e a Fuvest, dois dos exames mais concorridos para ingresso no ensino superior brasileiro.

Por: Redação Tá Sabendo MT (Redação Tá Sabendo MT, com informações de CNN Brasil)

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