Agronegócio

Milho recua em Chicago após dados do USDA e decisão da EPA sobre etanol

Contratos futuros abrem a terça-feira em leve baixa com manutenção da qualidade das lavouras nos EUA e isenções bilionárias a refinarias de petróleo

Milho recua em Chicago após dados do USDA e decisão da EPA sobre etanol

Pexels / Zeal Creative Studios

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Os preços do milho futuro operam em leve queda na Bolsa de Chicago (CBOT) na manhã desta terça-feira, dia 1º de setembro de 2026, refletindo a divulgação de novos dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) sobre a safra americana e uma decisão da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) que concede bilhões de dólares em créditos a pequenas refinarias de petróleo, reduzindo a exigência de mistura de etanol ao combustível neste ano.

Por volta das 9h41 (horário de Brasília), o contrato com vencimento em setembro de 2026 era negociado a US$ 5,12 por bushel, com desvalorização de 2,50 pontos. O vencimento de dezembro de 2026 valia US$ 5,36, com queda de 1 ponto. Já o contrato de março de 2027 era cotado a US$ 5,51, recuando 1,25 ponto, enquanto o vencimento de maio de 2027 apresentava valor de US$ 5,57, com perda de 1 ponto.

Condições da lavoura permanecem estáveis

De acordo com informações do site internacional Successful Farming, o levantamento semanal de acompanhamento das lavouras do USDA mostrou que as condições do milho nos Estados Unidos permaneceram inalteradas na comparação com a semana anterior. Segundo o relatório, 57% das áreas plantadas voltaram a receber as classificações mais altas de qualidade, repetindo o percentual da apuração anterior.

Os dados também indicam avanço no ciclo da cultura. Até o último domingo, 13% do milho cultivado nos Estados Unidos já estava maduro, mais que o dobro dos 6% registrados na semana anterior, número que está em linha com a média histórica para esta época do ano, segundo o USDA.

Além disso, 62% da safra americana já havia atingido o estágio de grão dentado, ante 45% verificados na semana passada. Esse índice também supera a média histórica, que é de 56% para o período, mostrando um avanço mais acelerado do desenvolvimento das lavouras neste ano.

Isenções da EPA pressionam o mercado

Segundo a reportagem do Successful Farming, os contratos futuros de milho recuaram ligeiramente durante a madrugada após a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) anunciar a concessão de US$ 1,76 bilhão em créditos de energia renovável a 29 pequenas refinarias de petróleo do país. A medida tem impacto direto sobre a demanda por milho, já que reduz a quantidade de etanol que precisa ser misturada ao combustível neste ano.

Do total de refinarias beneficiadas, 18 receberam isenções totais das obrigações de mistura de biocombustível, enquanto 11 obtiveram isenções parciais, equivalentes a 50% da exigência. Por outro lado, três pedidos de isenção foram negados pela agência, e outras duas refinarias foram consideradas inelegíveis para o benefício, de acordo com comunicado divulgado pela própria EPA.

A agência americana informou ainda que pretende propor a realocação das obrigações de mistura que foram dispensadas neste ano para os períodos de 2026 e 2027, medida que poderá reequilibrar parcialmente o impacto sobre a demanda futura de etanol e, consequentemente, sobre o consumo de milho como matéria-prima.

Mercado segue de olho nos próximos indicadores

A combinação entre a manutenção da qualidade das lavouras americanas e a redução na exigência de mistura de etanol tem mantido os operadores do mercado futuro de milho atentos aos próximos boletins do USDA e a eventuais novos posicionamentos da EPA sobre política de biocombustíveis. Esses fatores são monitorados de perto por investidores e produtores, já que influenciam diretamente a formação de preços da commodity na Bolsa de Chicago, referência global para o mercado de grãos.

A evolução da safra americana, que já apresenta índices de maturação e desenvolvimento acima da média histórica, também será determinante para as próximas movimentações de preço, à medida que a colheita avança nos Estados Unidos nas próximas semanas.

Por: Redação Tá Sabendo MT (Redação Tá Sabendo MT, com informações de Notícias Agrícolas)

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