Agronegócio

Café recupera parte das perdas em Nova York, mas mercado brasileiro segue sustentado

Contratos futuros sobem entre 340 e 400 pontos após queda da véspera, enquanto câmbio e menor disposição de venda mantêm preços físicos firmes no Brasil

Café recupera parte das perdas em Nova York, mas mercado brasileiro segue sustentado

Wikimedia Commons / Julius Schorzman

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Os contratos futuros de café arábica fecharam em alta nesta sexta-feira (18) na Bolsa de Nova York, recuperando parte das perdas registradas na sessão anterior, quando o mercado internacional havia sofrido forte pressão baixista. Apesar da reação, o movimento não representou uma virada significativa no cenário do mercado internacional. No Brasil, os preços físicos do café continuaram demonstrando maior resistência às oscilações externas, segundo levantamento da Notícias Agrícolas divulgado nesta sexta.

Recuperação técnica em Nova York

Em Nova York, os contratos do café arábica voltaram ao terreno positivo nesta sexta-feira, depois da intensa pressão observada na quinta-feira (17). Segundo a reportagem, a recuperação teve forte componente técnico, impulsionada pela fraqueza do dólar, que estimulou a cobertura de posições vendidas por parte dos investidores e ajudou os futuros a recuperarem parcela das perdas recentes.

Com esse movimento, os principais contratos da bolsa nova-iorquina subiram entre 340 e 400 pontos na sessão. O contrato com vencimento em dezembro fechou cotado a 280,50 cents de dólar por libra-peso, enquanto o contrato de março encerrou a 271,95 cents de dólar por libra-peso.

A avaliação é de que a alta desta sexta-feira configura, por ora, muito mais uma recomposição após as perdas recentes do que uma mudança consistente nos fundamentos que vêm norteando o comportamento do mercado internacional de café nas últimas semanas.

Mercado físico brasileiro resiste à volatilidade externa

Enquanto os futuros seguem marcados por oscilações relevantes nas bolsas internacionais, o mercado físico brasileiro manteve-se sustentado nesta sexta-feira, encontrando amparo principalmente no comportamento do câmbio e na postura mais cautelosa dos vendedores em relação à comercialização do produto.

Entre as praças acompanhadas pela Notícias Agrícolas, o café cereja descascado apresentou estabilidade na quase totalidade das regiões pesquisadas, com preços de referência variando entre R$ 1.634,00 e R$ 1.730,00 por saca. Já o tipo 6 bebida dura também registrou preços estáveis em todas as praças consultadas, com valores oscilando entre R$ 1.570,00 e R$ 1.635,00 por saca.

Produtores sem pressa para vender

A reportagem destaca que os produtores brasileiros não demonstram, neste momento, grande necessidade de acelerar a comercialização de seus estoques. Como resultado, os negócios no mercado físico têm ocorrido de forma mais pontual, e essa menor disposição de venda contribui para conter movimentos mais expressivos de baixa nas principais praças produtoras do país.

A chegada da nova safra brasileira ao mercado ampliou a disponibilidade de café e reduziu parte da pressão altista que vinha sendo observada anteriormente. No entanto, segundo a análise, isso não significa necessariamente que exista oferta abundante do produto nos níveis de preço pretendidos pelos compradores. Dessa forma, o ritmo mais cadenciado da comercialização passa a ter papel relevante na formação das referências de preço no mercado interno.

Nesse contexto, o mercado físico brasileiro passa a ter uma dinâmica própria, que não depende apenas do comportamento das cotações em Nova York, mas também da combinação entre a variação cambial, a necessidade dos compradores de fechar negócios e a disposição — ou falta dela — dos produtores em vender seus estoques.

Atenções voltadas para a próxima safra

A reportagem aponta que, gradualmente, as atenções do setor começam a se voltar para a próxima safra brasileira de café. O comportamento das chuvas nas regiões produtoras, o desenvolvimento das floradas e as condições gerais das lavouras serão fatores determinantes para confirmar, ou não, as expectativas de maior disponibilidade do produto no próximo ciclo produtivo.

Dessa forma, a semana se encerra com o mercado de café marcado por dois movimentos distintos: em Nova York, os futuros conseguiram recuperar parte das perdas recentes na sessão desta sexta-feira, enquanto no Brasil o mercado físico segue demonstrando maior resistência à volatilidade que ainda predomina nas bolsas internacionais.

Por: Redação Tá Sabendo MT (Redação Tá Sabendo MT, com informações de Notícias Agrícolas)

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