Milho recua em Chicago com realização de lucros, mas B3 opera em leve alta
Contratos futuros caem na bolsa americana após especuladores liquidarem posições, enquanto tensões no Oriente Médio e na Ucrânia mantêm pressão sobre preços globais
Pexels / Rômulo Queiroz
Os preços internacionais do milho futuro operam em queda na Bolsa de Chicago (CBOT) na manhã desta quarta-feira, dia 2 de setembro de 2026, em movimento de realização de lucros por parte de investidores especulativos, que vendem contratos e liquidam posições após a recente valorização do grão no mercado internacional. Já na Bolsa Brasileira de Valores (B3), os contratos futuros de milho seguem em terreno levemente positivo no mesmo horário.
Cotações em Chicago recuam por volta das 9h26
Segundo dados registrados por volta das 09h26 no horário de Brasília, o contrato com vencimento em setembro de 2026 era negociado a US$ 5,14 por bushel, com queda de 7,25 pontos. O vencimento de dezembro de 2026 valia US$ 5,37, recuando 8,50 pontos. Já o contrato para março de 2027 era cotado a US$ 5,52, com baixa de 7,75 pontos, enquanto o vencimento de maio de 2027 apresentava valor de US$ 5,59, com perda de 7,25 pontos.
De acordo com informações do site internacional especializado Successful Farming, os contratos futuros de grãos caíram de forma acentuada durante a madrugada, movimento atribuído à venda de posições por parte de investidores especulativos que buscaram realizar lucros após a valorização recente observada no mercado.
Conflitos no Oriente Médio e na Ucrânia influenciam mercado
A publicação internacional destaca que os preços dos grãos vinham em trajetória de alta em meio aos conflitos armados em curso no Oriente Médio e na Ucrânia. Segundo o texto, a guerra entre Estados Unidos e Irã, que já se estende por sete meses, continua sendo um fator que pressiona para cima os preços do petróleo no mercado internacional.
De acordo com o relato, o Irã teria retaliado após ataques dos Estados Unidos durante a noite, atingindo alvos localizados no Kuwait, na Jordânia e no Bahrein. Ainda segundo as informações divulgadas, um navio-tanque que transitava pelo Estreito de Ormuz foi atingido por três projéteis de origem não identificada no momento em que tentava deixar a hidrovia, conforme relatório da UK Maritime Trade Operations.
"Os preços dos grãos subiram em meio às guerras em curso no Oriente Médio e na Ucrânia. A guerra em curso entre os EUA e o Irã, que já dura sete meses, continua a impulsionar o aumento dos preços do petróleo. O Irã retaliou após os ataques dos EUA durante a noite, atingindo alvos no Kuwait, na Jordânia e no Bahrein. Um navio-tanque que transitava pelo Estreito de Ormuz foi atingido por três projéteis de origem desconhecida enquanto tentava deixar a hidrovia, de acordo com um relatório da UK Maritime Trade Operations", relata a publicação Successful Farming
"Ainda assim, os investidores que estavam comprados no mercado liquidaram suas posições e realizaram lucros durante a sessão noturna", avalia Tony Dreibus, analista do Successful Farming
B3 mantém leve alta nas cotações do milho
Enquanto o mercado americano recua, os preços futuros do milho na Bolsa Brasileira (B3) abriram as negociações desta quarta-feira com movimentações levemente positivas. As principais cotações flutuavam na faixa entre R$ 77,38 e R$ 83,95 por volta das 09h42, no horário de Brasília.
O contrato com vencimento em setembro de 2026 era cotado a R$ 72,38, com alta de 0,18%. Já o vencimento de janeiro de 2027 valia R$ 81,95, com ganho de 0,12%. O contrato para março de 2027 era negociado por R$ 83,95, com elevação de 0,07%, enquanto o vencimento de maio de 2027 apresentava valor de R$ 82,25, com perda de 0,12%.
Contexto do mercado
O movimento de queda em Chicago ocorre após o mercado de milho ter iniciado o mês de setembro renovando máxima de três anos, depois de registrar o melhor mês de agosto desde 1973 para o contrato de dezembro de 2026, segundo informações do próprio portal Notícias Agrícolas. O cenário geral do mercado, portanto, ainda é considerado positivo pelos analistas, apesar da correção observada nesta quarta-feira.
A colheita da safrinha de milho no Brasil se aproxima do fim, enquanto a semeadura do milho verão da safra 2026/27 já teve início na região Sul do país. Paralelamente, o setor produtivo de milho no Brasil vem cobrando do próximo governo federal investimentos em infraestrutura, ampliação de linhas de crédito e políticas públicas que levem em consideração as diferenças regionais entre as áreas produtoras do país.
Por: Redação Tá Sabendo MT (Redação Tá Sabendo MT, com informações de Notícias Agrícolas)