Trump promete US$ 5 mil a cada cidadão americano se republicanos vencerem eleições de novembro
Presidente dos EUA fez a promessa durante discurso na Convenção Nacional Republicana, em Dallas, e batizou o benefício de 'dividendo Trump'
Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, garantiu que, caso os republicanos vençam a Câmara dos Representantes e o Senado nas eleições de meio de mandato marcadas para 3 de novembro, vai distribuir a cada cidadão adulto do país US$ 5 mil — quantia equivalente a cerca de 4.200 euros ou R$ 25 mil na cotação atual. A promessa foi feita durante discurso na Convenção Nacional dos Republicanos, realizada em Dallas, no Texas.
O 'dividendo Trump'
"Se os republicanos vencerem a Câmara dos Representantes e o Senado dos Estados Unidos, e face ao nosso tremendo sucesso econômico, vou entregar dividendos a todos os adultos dos Estados Unidos, no valor de US$ 5 mil", anunciou o presidente durante sua fala na convenção.
"Irá se chamar 'dividendo Trump'", disse Trump, acrescentando que o dinheiro deveria ser gasto dentro dos próprios Estados Unidos.
A proposta, segundo estimativas, custaria mais de US$ 1 bilhão aos cofres públicos e já levanta questionamentos sobre sua legalidade. Parlamentares democratas classificaram o anúncio como uma "promessa vazia", sem previsão concreta de execução.
Eleições difíceis para os republicanos
O anúncio ocorre em meio a um cenário eleitoral desfavorável para o partido de Trump. A promessa tem como objetivo mobilizar os militantes republicanos para o pleito de 3 de novembro, quando estarão em disputa todos os assentos da Câmara dos Representantes e um terço das cadeiras do Senado.
Pesquisas de opinião indicam que os democratas devem conquistar a maioria na Câmara dos Representantes e possivelmente também no Senado. Essa mudança de cenário limitaria de forma significativa a margem de manobra de Trump durante os dois últimos anos de seu mandato, já que atualmente o presidente controla simultaneamente a Casa Branca, o Senado e a Câmara dos Representantes.
Os levantamentos também apontam que a taxa de aprovação de Trump está no nível mais baixo já registrado desde o início de seu governo, situando-se atualmente abaixo dos 35%.
Apelo ao eleitorado
Buscando reverter o quadro de baixa popularidade, o presidente pediu aos eleitores que ajam como se o seu próprio nome estivesse no boletim de voto, mesmo não sendo candidato nesta eleição de meio de mandato.
"Peço que façam de conta que estou no boletim de voto. Apenas mais uma vez, porque se perdermos vocês vão perder a fronteira, os cortes nos impostos, a segurança, a riqueza, e o nosso país descerá ao inferno", declarou Trump.
A mesma mensagem havia sido reforçada horas antes por outros líderes republicanos durante a convenção. Em determinado momento, Trump alertou sobre as consequências de uma eventual vitória democrata.
"Entreguem o futuro da América aos democratas da esquerda radical e a nossa nação passará a próxima década apenas a se reerguer. Votem nos republicanos e deixaremos o mundo para trás por gerações", afirmou o presidente.
Guerra no Irã e preços de energia
Durante o discurso, que durou cerca de duas horas, Trump também tratou do conflito no Irã, admitindo que a guerra não deve chegar ao fim antes das eleições de meio de mandato.
"O preço do petróleo vai cair assim que vencermos a guerra com o Irã", disse o presidente, repetindo uma previsão já feita horas antes do discurso.
Trump reconheceu que o conflito no Oriente Médio provocou aumento nos preços da energia e gerou instabilidade nos mercados financeiros, mas defendeu que a guerra era necessária para impedir que o Irã desenvolvesse armas nucleares.
"Alguém aqui acha que o Irã deveria ter uma arma nuclear?", questionou Trump à plateia, que respondeu com um sonoro "não".
Convenção histórica
A convenção realizada em Dallas marca a primeira vez que os republicanos se reúnem em um evento desse tipo fora de um ano de eleições presidenciais. Nesta quinta-feira, será a vez do vice-presidente JD Vance discursar ao partido, na sequência da programação da convenção nacional.
Por: Redação Tá Sabendo MT (Redação Tá Sabendo MT, com informações de Agência Brasil)