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Fiat revela nova geração de Pulse e Fastback pela primeira vez em público

Batizados de Grizzly e Grizzly Fastback na Europa, os SUVs estreiam no Salão de Turim e trazem o novo visual quadradão que também chegará ao Brasil

Fiat revela nova geração de Pulse e Fastback pela primeira vez em público

Wikimedia Commons / FIAT

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A Fiat apresentou pela primeira vez ao público os novos modelos Grizzly e Grizzly Fastback, dois SUVs que ampliam a atuação da marca no segmento de veículos familiares. Os carros foram mostrados nesta semana na Itália e compartilham a mesma base mecânica, ainda que tenham sido desenvolvidos para atender propostas distintas de uso. A estreia ocorreu no Salone Auto Torino, evento realizado entre os dias 11 e 13 de setembro, e é considerada o primeiro passo de uma apresentação mais ampla que a fabricante promete fazer em outubro, no Salão de Paris.

Segundo a Fiat, é nessa dupla de modelos europeus que se pode observar o que deve chegar futuramente ao Brasil como a nova geração dos SUVs Pulse e Fastback, hoje entre os carros mais vendidos da marca no país. Na Europa, a previsão é de que o lançamento comercial da linha Grizzly ocorra nos primeiros meses de 2027.

Estreia na Itália antecipa o que vem por aí

A apresentação em Turim marcou a primeira exposição pública dos dois modelos, mas a Fiat ainda reserva detalhes mais completos para o Salão de Paris, previsto para outubro. Será nessa segunda etapa que a marca deve revelar informações adicionais sobre equipamentos de série, opcionais, tabela de preços e as configurações mecânicas definitivas oferecidas em cada mercado.

Até o momento, a companhia optou por liberar as principais características de design, dimensões e arquitetura tecnológica dos veículos, deixando para depois pormenores comerciais que devem variar conforme a região de venda.

Diferenças entre o SUV tradicional e o Fastback

O modelo batizado de Grizzly, que deve ser vendido no Brasil sob o nome Pulse, tem aproximadamente 4,4 metros de comprimento e adota uma carroceria de linhas mais verticais. Essa escolha de desenho prioriza espaço interno e capacidade de carga, características que tradicionalmente atraem famílias e usuários que buscam praticidade no dia a dia. Uma novidade importante é que essa versão também será oferecida com configuração de sete lugares, ampliando a proposta para quem precisa transportar mais passageiros.

Já a versão Fastback cresce um pouco mais, chegando a cerca de 4,5 metros de comprimento, e adota uma silhueta de SUV-cupê, com teto de linha descendente e traseira mais alongada. Essa opção de desenho reduz a capacidade de ocupantes, resultando em apenas cinco lugares disponíveis. Em compensação, segundo dados divulgados pela própria Fiat, o porta-malas deve superar a marca de 600 litros, número expressivo para a categoria.

Design compartilhado e assinatura luminosa em módulos quadrados

Apesar das diferenças de proporção e finalidade entre as duas carrocerias, os modelos compartilham diversos elementos visuais. O principal deles é a assinatura luminosa dianteira, formada por pequenos módulos em formato quadrado, um traço que passa a identificar visualmente a nova fase de produtos da marca. Na parte traseira, as lanternas seguem o mesmo padrão estético, com os módulos quadrados integrados a uma faixa luminosa que conecta os dois conjuntos ópticos, reforçando a identidade visual da dupla.

Esse conceito de design teve sua estreia com o Fiat Grande Panda, modelo compacto já lançado pela marca na Europa. No Brasil, esse mesmo estilo visual chegará ainda neste ano com o lançamento do Argo X, que também vai adotar essa linguagem estética renovada.

Plataforma multienergia e opções de motorização

Os novos Grizzly e Grizzly Fastback utilizam a plataforma Smart Car, arquitetura também empregada por outros modelos do grupo Stellantis, ao qual a Fiat pertence. Essa base modular permite à marca oferecer versões com motor a gasolina, opções híbridas leves e também totalmente elétricas dentro da mesma linha de produtos. No Brasil, a expectativa é de que essa arquitetura dê origem a uma família ampla de veículos, com lançamentos inéditos previstos até 2030.

Para os modelos europeus, a Fiat confirmou uma potência de até 145 cv para a linha, mas ainda não detalhou oficialmente todas as combinações de motorização que estarão disponíveis em cada mercado. Informações divulgadas anteriormente pela imprensa especializada indicam a utilização de um motor 1.2 de três cilindros tanto na versão a combustão quanto na configuração híbrida leve.

De acordo com essas informações preliminares, a opção híbrida leve deve combinar o motor 1.2 a um sistema elétrico de 48V, associado a uma transmissão automática de dupla embreagem. Já a versão totalmente elétrica deverá ser oferecida com pelo menos duas capacidades diferentes de bateria, o que amplia as possibilidades de escolha dentro da mesma família de produtos.

Mesmo preço na Europa, mas Fastback deve custar mais no Brasil

Um dado relevante divulgado pela fabricante é que, na Europa, as duas configurações de carroceria — SUV tradicional e Fastback — terão o mesmo preço de venda. Isso significa que, no mercado europeu, a escolha entre um modelo e outro não deverá representar diferença de posicionamento financeiro, mas sim uma questão de preferência por estilo e aplicação de uso.

No Brasil, entretanto, a expectativa é de que a Fiat mantenha a estratégia comercial já praticada atualmente com a geração atual de Pulse e Fastback, na qual o modelo de carroceria cupê é vendido por um valor mais alto do que o SUV convencional. A confirmação de preços, contudo, deve ocorrer apenas quando a marca detalhar oficialmente a chegada da nova geração ao mercado brasileiro, processo que ainda não tem data definida pela fabricante.

Por: Redação Tá Sabendo MT (Redação Tá Sabendo MT, com informações de CNN Brasil)

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