Algodão recua mais de 2% em Nova York nesta sexta-feira, mas fecha semana estável
Contratos futuros caíram apesar de corte na estimativa de produção dos EUA pelo USDA; no Brasil, Agroconsult projeta safra recorde de 4,5 milhões de toneladas
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Os contratos futuros de algodão fecharam a sessão desta sexta-feira (11) com quedas expressivas na Bolsa de Nova York, mas a semana terminou com variações bem mais discretas, segundo dados divulgados pelo Notícias Agrícolas.
O vencimento outubro/26 recuou 2,26 cents (-2,67%) no pregão de sexta-feira, encerrando cotado a 82,38 cents por libra-peso. O contrato para dezembro/26 perdeu 2,16 cents (-2,45%), fechando a 86,06 cents/lb. Já o vencimento março/27 caiu 2,10 cents (-2,32%), terminando a 88,56 cents/lb, enquanto o maio/27 cedeu 2,08 cents (-2,26%), encerrando a sessão a 89,95 cents/lb.
Apesar do tombo diário, o balanço da semana mostrou oscilações muito menores. O outubro/26 passou de 82,42 para 82,38 cents/lb, uma retração de apenas 0,04 cent (-0,05%). O dezembro/26 caiu de 86,33 para 86,06 cents/lb, perda de 0,27 cent (-0,31%). O março/27 recuou de 88,62 para 88,56 cents/lb, queda de 0,06 cent (-0,07%), e o maio/27 passou de 89,97 para 89,95 cents/lb, baixa de apenas 0,02 cent (-0,02%).
Corte na produção dos EUA não sustenta preços
De acordo com análise da Barchart, os futuros de algodão registraram perdas mesmo diante da redução na projeção de produção dos Estados Unidos feita pelo Departamento de Agricultura norte-americano (USDA). O fator que pesou contra os preços foi o ritmo de exportações, que segue abaixo do esperado pelo mercado.
O relatório de produção agrícola do USDA, divulgado nesta sexta-feira, apontou queda de 22 libras na produtividade por acre, que passou a ser estimada em 776 libras. A estimativa de produção total também foi cortada, em 410 mil fardos, para 13,2 milhões de fardos.
No mesmo dia, o USDA divulgou o relatório WASDE de setembro, que trouxe revisões nos estoques. Os estoques da safra antiga de algodão dos Estados Unidos foram reduzidos em 50 mil fardos, para 4,15 milhões de fardos. Já os estoques projetados ao fim da nova safra recuaram em 400 mil fardos, para 3,6 milhões de fardos.
Beneficiamento e exportações em ritmo mais lento
Os dados de beneficiamento do algodão também indicaram desaceleração em relação ao ano anterior. Conforme relatório do NASS, braço estatístico do USDA, 222,7 mil fardos haviam sido beneficiados até 1º de setembro, uma queda de 34,2% na comparação com o mesmo período de 2025.
As vendas para exportação referentes à semana encerrada em 3 de setembro foram divulgadas nesta sexta-feira, com atraso motivado pelo feriado de segunda-feira nos Estados Unidos. O volume somou 73.854 fardos para a safra 2026/27, patamar próximo da metade do registrado no mesmo período do ano passado, ainda que superior ao resultado da semana imediatamente anterior.
Para a safra 2027/28, as vendas somaram 2.454 fardos. Já os embarques de algodão totalizaram 177.774 fardos, alta de 36,53% na comparação com o mesmo período do ano anterior. O USDA mantém a divulgação semanal desses números entre os dados de exportação acompanhados pelo mercado internacional.
Brasil projeta safra recorde de algodão
Enquanto o mercado externo reagia aos números do USDA, o cenário no Brasil trouxe expectativa de recorde de produção. A consultoria Agroconsult estimou nesta semana uma safra de aproximadamente 4,5 milhões de toneladas de algodão em pluma no ciclo 2025/26.
A projeção representa um aumento de cerca de 300 mil toneladas em relação à estimativa anterior da consultoria. O ajuste veio após a expedição técnica Rally da Safra identificar produtividades maiores nas lavouras percorridas pelo levantamento.
Segundo a Agroconsult, as condições climáticas ao longo do ciclo favoreceram o desenvolvimento das plantações na maior parte do país, com produtividades recordes registradas em Mato Grosso e na Bahia, os dois principais polos produtores da fibra no Brasil.
Por: Redação Tá Sabendo MT (Redação Tá Sabendo MT, com informações de Notícias Agrícolas)