Economia

Petróleo Brent sobe mais de 2% com escalada de tensões no Oriente Médio

Ataque do Irã a bases dos EUA na Jordânia e incidente com navio-tanque no Estreito de Hormuz pressionam preços da commodity

Petróleo Brent sobe mais de 2% com escalada de tensões no Oriente Médio

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Os preços do petróleo voltaram a subir nesta terça-feira (1º de setembro), impulsionados pela escalada das tensões no Oriente Médio, um dia depois de os contratos terem fechado a segunda-feira (31) com alta de quase 3%. O movimento foi intensificado depois que um navio-tanque foi atingido por três projéteis de origem desconhecida enquanto atravessava o Estreito de Hormuz, segundo relatório divulgado pelo Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO).

Por volta das 12h (horário de Brasília), os contratos futuros do petróleo Brent, referência internacional, avançavam 1,7%, cotados a US$ 92 por barril. Mais cedo, próximo das 11h, os preços chegaram a subir 2,50% no pico do dia. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência do mercado americano, registrava alta de 2%, negociado a US$ 87,63 por barril.

Ataque do Irã e retaliação dos EUA

A origem da tensão remonta à segunda-feira (31), quando o Irã lançou um ataque contra duas bases militares americanas localizadas na Jordânia. A ofensiva iraniana foi apresentada como retaliação a uma ação anterior dos Estados Unidos contra a Ilha de Larak, território iraniano.

No domingo, forças militares americanas haviam atingido dois lançadores de foguetes iranianos instalados na ilha. De acordo com relatos, a ação resultou na morte de três pessoas. O governo dos Estados Unidos justificou o ataque afirmando que Teerã pretendia disparar foguetes carregados com minas marítimas contra embarcações que trafegam pelo Estreito de Hormuz, uma das rotas mais estratégicas para o transporte de petróleo no mundo.

Fala do presidente iraniano em Xangai

Durante a cúpula da Organização para Cooperação de Xangai, realizada nesta terça-feira, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, declarou que Teerã estaria disposto a responder de imediato caso Washington aceitasse retomar os compromissos previstos no acordo interino firmado em junho. A declaração foi divulgada pela agência de notícias iraniana ISNA (Iranian Student News Agency).

"O Irã não busca uma guerra, mas reagirá de forma firme a qualquer ação considerada hostil por parte dos Estados Unidos", afirmou o presidente iraniano Masoud Pezeshkian, segundo a agência ISNA.

Reflexos no mercado internacional

A combinação entre o ataque a bases americanas, a resposta militar dos EUA contra alvos iranianos e o incidente com o navio-tanker no Estreito de Hormuz elevou a percepção de risco geopolítico entre investidores e operadores do mercado de commodities, refletindo diretamente na cotação do petróleo nas duas principais referências internacionais, o Brent e o WTI.

O Estreito de Hormuz é considerado uma das passagens mais sensíveis para o comércio global de petróleo, já que por ali passa parcela significativa do volume exportado por países produtores da região. Qualquer ameaça à navegação na área tende a gerar reação imediata nos preços internacionais da commodity, dado o temor de interrupções no fornecimento.

A situação permanece em observação por parte de investidores e autoridades internacionais, que acompanham possíveis novos desdobramentos entre Irã e Estados Unidos, bem como eventuais impactos adicionais sobre a navegação na região e sobre os preços do petróleo nos mercados futuros.

Por: Redação Tá Sabendo MT (Redação Tá Sabendo MT, com informações de InfoMoney)

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