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Ações da OceanPact sobem quase 3% após Cade aprovar fusão com a CBO

Conselho emitiu parecer definitivo favorável à combinação de negócios; conclusão da transação está prevista para 16 de setembro

Ações da OceanPact sobem quase 3% após Cade aprovar fusão com a CBO

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As ações da OceanPact (OCPT3) registraram alta nesta terça-feira (1º de setembro), impulsionadas pela decisão do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que emitiu parecer definitivo e favorável à fusão entre a companhia e a CBO. Às 12h30, os papéis da empresa subiam 2,83%, cotados a R$ 10,55, após terem atingido a máxima do dia em R$ 10,76.

Com o aval do órgão regulador, a operação de combinação de negócios entre as duas companhias deverá ser formalmente concluída no dia 16 de setembro. Já as ações da nova empresa resultante da fusão têm estreia prevista na B3 para o dia 17 de setembro, negociadas sem os direitos relativos às reivindicações da UP Coral.

Avaliação do mercado sobre a decisão

O banco Itaú BBA classificou a decisão do Cade como positiva para os investidores, argumentando que ela elimina o risco de execução associado à fusão entre OceanPact e CBO. Segundo a instituição financeira, com o obstáculo regulatório superado, o mercado poderá voltar a concentrar sua atenção na captura das sinergias esperadas com a unificação das duas empresas.

De acordo com as estimativas do Itaú BBA, as sinergias resultantes da combinação das companhias devem somar aproximadamente R$ 757 milhões. Esse valor considera o ágio pago na transação, os benefícios fiscais relacionados ao estaleiro, além da redução no tempo de inatividade e no tempo ocioso das operações.

Projeção de dividendos e potencial de retorno

O banco também apresentou uma projeção sobre o potencial de rendimento da nova companhia formada pela fusão. Levando em conta a taxa de câmbio acordada entre as partes, a ausência de sinergias no cálculo e a avaliação das reivindicações da UP Coral, o Itaú BBA estima que a empresa resultante da combinação esteja atualmente sendo negociada a um dividend yield de aproximadamente 22% para o ano de 2027.

Essa estimativa tem como base uma meta de alavancagem financeira de 2,0 vezes a relação entre dívida líquida e EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), indicador utilizado para medir a capacidade de geração de caixa da empresa em relação ao seu endividamento.

Na avaliação do banco, esse nível de retorno potencial posicionaria a nova companhia entre as maiores pagadoras de dividendos dentre as empresas atualmente acompanhadas pela equipe de análise do Itaú BBA, reforçando o apelo do papel para investidores focados em renda passiva.

Próximos passos da transação

Com o parecer favorável do Cade já emitido, os próximos marcos da operação estão definidos no calendário anunciado pelas companhias. A conclusão da fusão está agendada para 16 de setembro, data em que a transação deve ser formalmente finalizada entre OceanPact e CBO.

No dia seguinte, 17 de setembro, está prevista a estreia das ações da nova empresa combinada na B3, já sem a vinculação aos direitos relacionados às reivindicações apresentadas pela UP Coral, conforme informado ao mercado.

Por: Redação Tá Sabendo MT (Redação Tá Sabendo MT, com informações de InfoMoney)

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