Investimentos

Quanto guardar por mês para comprar um iPhone 18 em até dois anos

Simulação da Rico mostra valor de aporte mensal necessário para juntar o preço do iPhone 18 Pro Max com ajuda da renda fixa

Quanto guardar por mês para comprar um iPhone 18 em até dois anos

Pexels / https://kaboompics.com/

Publicado em
Compartilhar:

Comprar um dos novos modelos da linha iPhone 18 no Brasil exige um valor que já ultrapassa, com folga, os cinco dígitos. O iPhone 18 Pro parte de R$ 11.999, enquanto o iPhone 18 Pro Max custa a partir de R$ 12.999. No topo da tabela de preços, a versão Pro Max com 2 TB de armazenamento e o iPhone Duo, primeiro modelo dobrável lançado pela Apple, chegam a custar R$ 21.999. Para quem pretende trocar de aparelho, uma alternativa é começar a guardar dinheiro antes mesmo de realizar a compra, usando o preço atual como referência inicial, já que fatores como câmbio e inflação também influenciam os valores praticados no mercado brasileiro.

Quanto é preciso guardar por mês

Uma simulação feita pela corretora Rico mostra quanto seria necessário investir mensalmente para reunir o valor equivalente ao iPhone 18 Pro Max de 256 GB, que custa R$ 12.999 no preço cheio. Com o desconto de 10% oferecido pela Apple para pagamentos à vista, o valor final cai para R$ 11.699,10.

De acordo com o cálculo, para acumular esse montante em 24 meses seria necessário guardar R$ 437,44 por mês, aplicando o dinheiro a uma rentabilidade aproximada de 1,08% ao mês — equivalente à Selic atual, fixada em 13,75% ao ano. Ao final do período, o total colocado do próprio bolso somaria R$ 10.498,52, enquanto os rendimentos líquidos gerados pela aplicação alcançariam R$ 1.200,58, totalizando os R$ 11.699,10 necessários para a compra à vista.

Na prática, isso significa que os juros acumulados ao longo do período ajudariam a pagar pouco mais de R$ 1,2 mil do valor total do aparelho, reduzindo o esforço financeiro do comprador.

Comparação com a compra parcelada

A simulação também traz um comparativo com a compra parcelada sem juros. Quem optar por pagar o iPhone 18 Pro Max em 12 vezes sem juros desembolsará o valor integral de R$ 12.999, sem o desconto à vista. Já quem seguir a estratégia de guardar dinheiro mensalmente para pagar à vista gastaria, do próprio bolso, R$ 10.498,52 ao longo dos 24 meses de aportes — uma diferença de R$ 2.500,48 a menos em relação ao parcelamento tradicional.

Essa diferença reforça a vantagem de planejar a compra com antecedência, aproveitando tanto o desconto para pagamento à vista quanto o rendimento gerado pela aplicação financeira ao longo do período de acumulação.

Onde investir o dinheiro reservado para o celular

Para quem planeja fazer a compra em um, dois ou três anos, a renda fixa reúne diferentes opções para manter o dinheiro rendendo até a data da troca de aparelho. Um dos pontos mais importantes na escolha do investimento é a liquidez, ou seja, a facilidade de resgatar o valor aplicado a qualquer momento. Caso o modelo desejado entre em promoção antes do previsto, ter o dinheiro disponível para saque imediato permite antecipar a compra sem prejuízo.

Entre as alternativas apontadas estão o Tesouro Selic, título público que acompanha a taxa básica de juros — atualmente em 13,75% ao ano — e conta com liquidez diária, sendo indicado para quem ainda não definiu exatamente a data da compra. Também são citados os Certificados de Depósito Bancário (CDBs), para os quais recomenda-se comparar a remuneração oferecida, o prazo de vencimento e as regras de resgate antes de investir. Segundo a simulação, existem CDBs que pagam 100% do CDI ou mais, e quem já tem uma data definida para a troca de celular pode buscar títulos com vencimento próximo a essa previsão. Os CDBs contam ainda com a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), dentro dos limites estabelecidos pelo fundo.

Outra opção mencionada é o Fundo 24h da própria Rico, que permite resgate no mesmo dia da solicitação (D+0), com movimentações possíveis inclusive fora do horário comercial e durante fins de semana. O fundo aplica os recursos principalmente em títulos públicos federais e ativos considerados de baixo risco, utiliza o CDI como referência de rentabilidade e cobra taxa de administração de 0,40% ao ano, sem cobrança de taxa de performance.

Liquidez é fator decisivo em caso de indefinição

Para quem ainda não tem uma data fechada para a compra do novo iPhone, a orientação é dar mais peso à liquidez na hora de escolher onde aplicar o dinheiro guardado. Dessa forma, uma eventual queda de preço ou promoção do aparelho não encontra o valor reservado preso em uma aplicação com vencimento distante, permitindo que o comprador aproveite oportunidades de mercado sem restrições.

Por: Redação Tá Sabendo MT (Redação Tá Sabendo MT, com informações de InfoMoney)

Compartilhar: