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Colunista reflete sobre limites da liderança e o peso que não cabe ao gestor

Colunista reflete sobre limites da liderança e o peso que não cabe ao gestor

Pexels / Vitaly Gariev

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A empresária Michelle Pinho, CEO da Padoca do Enaldo e sócia da Solutri Soluções, publicou uma coluna de opinião no portal Campo Grande News em que reflete sobre os limites da liderança e sobre o peso que, segundo ela, muitos gestores carregam sem necessidade ao longo da trajetória profissional.

O relato de uma crença antiga

Na coluna, Michelle Pinho conta que, durante muito tempo, acreditou que um bom líder era aquele que nunca desistia das pessoas que trabalhavam com ele. Ela descreve que, sempre que um colaborador demonstrava desânimo, se perguntava o que mais poderia fazer para ajudar, e que, quando alguém decidia deixar a empresa, revivia conversas em busca de respostas, tentando entender onde havia falhado.

"Carregava comigo a sensação de que, se eu liderasse melhor, talvez conseguisse mudar aquela história", escreveu Michelle Pinho.

A colunista afirma que, hoje, reconhece esse comportamento como um dos maiores pesos que assumiu como empresária ao longo dos anos.

Empreender como sonho pessoal

Michelle Pinho explica que empreender nunca representou para ela apenas abrir uma empresa, mas a realização de um sonho que diz amar viver todos os dias, inclusive nos momentos mais difíceis da rotina de gestão.

"Talvez por amar tanto esse caminho, eu tenha acreditado que também conseguiria fazer outras pessoas amarem", relata a empresária.

Segundo ela, o tempo trouxe uma descoberta importante: amor não se transfere, propósito não se impõe e sonhos não podem ser vividos por outra pessoa. A colunista pontua que essa constatação não a tornou menos humana, mas, ao contrário, ajudou a compreender melhor o papel de um líder.

A diferença entre cuidar e carregar

Para Michelle Pinho, liderança não significa carregar a vida de quem trabalha ao lado do gestor, mas sim construir um ambiente em que as pessoas tenham oportunidade de crescer, aprender e encontrar sentido enquanto fizer sentido para elas permanecer na empresa.

"Existe uma diferença enorme entre cuidar de pessoas e assumir a responsabilidade pela felicidade delas", afirma a colunista.

Ela reconhece que, durante muito tempo, confundiu essas duas atitudes, e que foi exatamente nesse ponto que seu sonho de empreender começou, de forma silenciosa, a se parecer com uma prisão.

Limites da liderança

A empresária defende que nenhum líder é capaz de despertar o sonho de quem ainda não decidiu sonhar por conta própria. Segundo ela, nenhum treinamento substitui uma decisão que pertence exclusivamente ao outro, e nenhuma empresa consegue preencher vazios que a própria pessoa ainda está tentando compreender.

"Essa talvez tenha sido a lição mais difícil da minha trajetória", diz Michelle Pinho, acrescentando que a dificuldade não veio de deixar de acreditar nas pessoas, mas de precisar aprender que algumas escolhas nunca dependerão dela como líder.

Uma nova forma de liderar

Ao concluir a coluna, Michelle Pinho reafirma que continua acreditando na força da liderança, no desenvolvimento profissional, no diálogo e na construção de cultura organizacional dentro das empresas que comanda.

"Apenas deixei de acreditar que amar profundamente uma empresa me dá o poder de decidir o caminho de quem caminha ao meu lado", escreve a colunista.

Para a CEO da Padoca do Enaldo, amadurecer como líder significa continuar cuidando das pessoas sem carregar um peso que nunca foi seu. A coluna integra a série de textos que Michelle Pinho assina no Campo Grande News, voltada a temas de gestão, propósito e os bastidores da gastronomia e do empreendedorismo.

Por: Redação Tá Sabendo MT (Redação Tá Sabendo MT, com informações de Campo Grande News)

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