Saúde

Terapias-alvo e biossimilares tornam tratamento do câncer mais eficiente e barato

Avanço de medicamentos biológicos e biossimilares reduz custos em até 70% e amplia acesso a tratamentos oncológicos de alta complexidade no Brasil

Terapias-alvo e biossimilares tornam tratamento do câncer mais eficiente e barato

Wikimedia Commons / Thiagopetra

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O câncer, que há uma década representava, em muitos casos, uma sentença de morte, hoje é tratado como uma doença crônica para diversos tipos da enfermidade. Essa mudança de patamar é resultado direto da evolução da medicina personalizada, das terapias-alvo e, mais recentemente, da ampliação do acesso proporcionada pelos medicamentos biossimilares — produtos com eficácia e segurança comprovadas e custo até 70% menor que os biológicos de referência.

No Brasil, onde o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima 781 mil novos casos de câncer por ano entre 2026 e 2028, a chegada desses medicamentos ao mercado representa não apenas inovação, mas uma virada no acesso da população a tratamentos de alta complexidade. O Laboratório Teuto, com sede em Anápolis, em Goiás, e quase oito décadas de atuação, é uma das empresas que ajudam nessa transformação.

Teuto amplia atuação na oncologia

Atuando no segmento oncológico desde 2024, a farmacêutica já figura entre as 10 maiores indústrias do setor no Brasil, segundo ranking da consultoria Pharma Skills. O portfólio da empresa inclui os biossimilares Simbeva (bevacizumabe) e Pegneucyte (pegfilgrastim), este último utilizado no tratamento de infecções em pacientes submetidos à quimioterapia.

Milton Rui Filho, Diretor Comercial do Teuto Especialidades, explica que os medicamentos biológicos passaram a ter uma presença mais forte no mercado brasileiro nos últimos anos, o que abriu caminho para a entrada da companhia nesse segmento.

"Os biológicos hoje entram no Brasil muito mais fortes, e essa foi a porta de entrada do Teuto na oncologia", destaca Milton Rui Filho, Diretor Comercial do Teuto Especialidades.

Segundo o diretor, a aprovação de medicamentos biológicos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é extremamente criteriosa, o que reforça a relevância do avanço obtido pela empresa em pouco tempo de atuação no setor.

"Se o Teuto está nesse mercado hoje e consegue figurar entre os grandes laboratórios que trabalham com produtos oncológicos, é porque nós avançamos muito em dois anos", afirma Milton Rui Filho.

Redução de custos amplia acesso ao tratamento

Um estudo publicado no Jornal Brasileiro de Economia da Saúde aponta que a substituição de biológicos de referência por biossimilares pode gerar economia de até 71,1% nos custos de tratamento. Em um cenário de aumento contínuo da demanda por terapias oncológicas, essa redução de custos é apontada como determinante para viabilizar o acesso de milhares de pacientes aos tratamentos.

Milton Rui Filho ressalta que a estratégia comercial do Teuto se diferencia da de outros laboratórios ao priorizar a escala de produção em detrimento de produtos de alto valor agregado, que tendem a restringir o acesso da população.

"Enquanto muitos laboratórios estão mais preocupados em trazer produtos com valor agregado muito alto, o que restringe a utilização, o Teuto quer trazer o produto em grande escala para fazer com que a população tenha um tratamento com custo acessível diante de uma doença tão sofrida", reforça o diretor comercial.

O executivo destaca ainda que a linha de biossimilares da empresa já está consolidada na rede privada de saúde e passa por processo de expansão para a rede pública, o que deve ampliar ainda mais o alcance dos medicamentos entre pacientes que dependem do Sistema Único de Saúde (SUS).

"Quando você aumenta a produção e sua capacidade de planejamento, diminui muito qualquer tipo de percalço para ruptura de produto. É tudo uma questão de planejamento e conhecimento de mercado", destaca Milton Rui Filho.

Trajetória construída nos genéricos repete-se na oncologia

O Teuto, que construiu histórico de atuação relevante em farmácias e drogarias com a produção de medicamentos genéricos, busca repetir essa trajetória agora no segmento hospitalar, com foco específico no paciente oncológico.

Para o diretor comercial, a consolidação do câncer como doença crônica e controlável depende tanto da inovação científica quanto da capacidade de fazer essas descobertas chegarem efetivamente à população, papel que cabe também à indústria farmacêutica nacional.

"Estamos pensando no paciente oncológico. A transição do câncer de doença fatal para condição crônica controlável depende tanto da inovação científica quanto da capacidade de levar essas inovações à população. Nesse campo, a indústria nacional, representada por empresas como o Teuto, tem papel central", conclui Milton Rui Filho.

Sobre o laboratório

Com quase oito décadas de história e o que classifica como o mais completo parque farmacêutico da América Latina, o Teuto se apresenta como referência nacional e internacional em soluções completas de saúde. A empresa é reconhecida pela atuação em pesquisa, desenvolvimento, produção e comercialização de medicamentos, e afirma manter compromisso com responsabilidade socioambiental junto a fornecedores, colaboradores, parceiros e à sociedade em geral.

Por: Redação Tá Sabendo MT (Redação Tá Sabendo MT, com informações de Gazeta Digital (Cidades))

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