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Alta do ouro pode beneficiar stablecoin PAXG ligada ao metal, avalia BTG Pactual

Banco brasileiro projeta continuidade da recuperação do preço do ouro e aponta token PAX Gold como bem posicionado para capturar o movimento

Alta do ouro pode beneficiar stablecoin PAXG ligada ao metal, avalia BTG Pactual

Pexels / Michael Steinberg

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O preço do ouro voltou a subir após período de queda e acumulou avanço de 9,30% nos últimos 30 dias, atingindo a marca de US$ 4.336 por onça-troy nesta quarta-feira (19). Segundo analistas, o movimento é impulsionado pela redução das apostas de alta dos juros nos Estados Unidos e pelo enfraquecimento do dólar frente a outras moedas.

O banco brasileiro BTG Pactual avalia que uma eventual continuidade dessa alta, impulsionada pela busca dos investidores por ativos considerados portos seguros em momentos de instabilidade econômica, pode beneficiar diretamente as stablecoins ligadas ao metal precioso — criptomoedas cujo valor é lastreado em ouro físico.

O que diz o BTG Pactual

Em relatório publicado nesta semana, os analistas de research do BTG Pactual destacaram o cenário favorável para o token PAX Gold (PAXG), que é acompanhado pela casa bancária.

"Com fluxos voltando, posicionamento mais saudável e fundamentos estruturais ainda relevantes, PAXG permanece bem posicionado para capturar eventual continuidade da recuperação do ouro", escreveram os analistas de research do BTG Pactual em relatório.

O mercado de ouro tokenizado

O PAX Gold (PAXG) é atualmente o segundo maior token de ouro do setor de criptomoedas, com valor de mercado de US$ 1,9 bilhão. A liderança do segmento pertence ao Tether Gold (XAUT), que soma US$ 2,6 bilhões em valor de mercado e é emitido pela Tether, mesma empresa responsável pela USDT, a stablecoin de dólar mais conhecida e utilizada do mercado cripto.

Juntos, os tokens PAXG e XAUT concentram 88,24% de todo o mercado de ouro tokenizado, que é avaliado em US$ 5,1 bilhões e composto por cerca de 25 criptomoedas diferentes, de acordo com dados levantados pela plataforma CoinGecko.

Como funcionam as stablecoins de ouro

Essas criptomoedas lastreadas em ouro operam de forma semelhante às stablecoins atreladas ao dólar americano. No caso específico do PAXG e do XAUT, cada token emitido corresponde a uma onça-troy de ouro físico, medida equivalente a 31,1035 gramas do metal.

Outras stablecoins do setor seguem lógica diferente de lastreamento. É o caso da Kinesis Gold (KAU), cujo token representa uma grama de ouro, em vez da onça-troy utilizada pelos dois principais concorrentes do mercado.

Vantagens e riscos do investimento

Entre as principais vantagens apontadas para esse tipo de ativo digital está a possibilidade de adquirir a stablecoin de ouro a qualquer momento, 24 horas por dia e nos sete dias da semana, já que as redes blockchain que sustentam essas criptomoedas não fecham para negociação, diferentemente do mercado tradicional de ouro físico.

Por outro lado, o investimento também apresenta riscos relevantes. O principal deles é conhecido como risco de contraparte: o investidor que adquire o token não se torna proprietário direto do ouro físico, mas sim de um ativo digital emitido por uma empresa privada, que assume o compromisso de manter o lastro em metal precioso. Esse risco é considerado semelhante ao que existe nos ETFs (fundos de índice) que replicam o preço do ouro.

Outros movimentos do mercado cripto

Em paralelo ao cenário do ouro tokenizado, o noticiário cripto da semana também trouxe desdobramentos em um caso de golpe financeiro envolvendo criptomoedas. A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou, na terça-feira (18), a extradição para a Rússia de Alexander Davydov.

Investigadores russos acusam Davydov de participar de um esquema fraudulento relacionado à venda de equipamentos para mineração de criptomoedas. De acordo com o STF, a conduta pela qual Davydov foi condenado na Rússia corresponde, no ordenamento jurídico brasileiro, ao crime de estelionato.

Nos Estados Unidos, a Securities and Exchange Commission (SEC), equivalente à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) no Brasil, apresentou uma proposta para isentar determinadas ofertas de ativos digitais das exigências tradicionais de registro de valores mobiliários. Assim como ocorre no Brasil, as criptomoedas não são classificadas, de forma geral, como valores mobiliários nos Estados Unidos, mas algumas ofertas específicas podem receber esse enquadramento, dependendo de suas características.

Outro destaque da semana foi o anúncio do Citigroup, um dos maiores bancos americanos, de que passará a oferecer serviços de custódia de bitcoin para seus clientes institucionais ainda neste ano. O Citigroup não é a primeira grande instituição financeira a ingressar nesse mercado: o banco BNY já oferece o serviço de custódia de bitcoin para alguns clientes nos Estados Unidos desde 2022, movimento que também foi adotado pela Fidelity Digital Assets e pela exchange Coinbase.

Por: Redação Tá Sabendo MT (Redação Tá Sabendo MT, com informações de InvestNews)

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