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Itaú BBA eleva preços-alvo de Vibra e Ultrapar com expectativa de margens fortes no terceiro trimestre

Banco mantém recomendação de compra para as duas distribuidoras de combustíveis e projeta dividendos maiores diante da geração de caixa e da desalavancagem

Itaú BBA eleva preços-alvo de Vibra e Ultrapar com expectativa de margens fortes no terceiro trimestre

Pexels / Andy Coffie

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O Itaú BBA elevou os preços-alvo das ações de Vibra (VBBR3) e Ultrapar (UGPA3), passando de R$ 40 para R$ 45 no caso da Vibra e de R$ 38 para R$ 43 no caso da Ultrapar. O banco manteve a recomendação de compra para as duas distribuidoras de combustíveis, em relatório divulgado nesta quinta-feira (20).

A revisão das projeções reflete a expectativa de que as margens das companhias permaneçam elevadas ao longo do terceiro trimestre de 2026, em patamar ainda superior ao registrado no primeiro trimestre do ano. Segundo o Itaú BBA, esse cenário sustenta estimativas mais otimistas para o desempenho das empresas ao longo de todo o segundo semestre de 2026.

Projeções de margem por metro cúbico

De acordo com as estimativas do banco, a margem esperada é de R$ 350 por metro cúbico no terceiro trimestre e de R$ 250 por metro cúbico no quarto trimestre, tanto para a Vibra quanto para a Ultrapar. Os novos números representam uma revisão significativa em relação à projeção anterior, que previa margem de R$ 200 por metro cúbico para o período.

O Itaú BBA ressalta, no entanto, que a normalização das margens para patamares mais próximos do histórico deve ocorrer somente a partir de 2027, o que indica que o cenário atual de rentabilidade elevada tende a se manter por mais alguns trimestres antes de convergir para níveis considerados mais estruturais.

Vibra pode se beneficiar mais que Ipiranga

Na avaliação do banco, a dinâmica recente do mercado de importação de combustíveis pode favorecer especificamente a Vibra em comparação à Ipiranga, que é a principal operação de distribuição de combustíveis da Ultrapar.

Entre os fatores que embasam essa análise estão o retorno da Petrobras às importações de derivados, a distribuição desigual de subsídios entre os players do setor, a proibição de exportações de combustíveis imposta pela Rússia e os preços recordes registrados pelo diesel no mercado internacional. Segundo o Itaú BBA, essa combinação de elementos pode provocar uma divergência nas margens unitárias obtidas por cada uma das companhias nos próximos trimestres.

Espaço para dividendos maiores

O relatório do banco também aponta espaço para uma remuneração mais robusta aos acionistas das duas empresas, à medida que os balanços melhoram e a geração de caixa se fortalece.

Conforme as estimativas do Itaú BBA, a Vibra poderia apresentar um dividend yield de 10% em 2027, mantendo alavancagem líquida de 1,5 vez. Já a Ultrapar poderia alcançar um dividend yield de 7% no mesmo período, com alavancagem líquida de 1 vez — nível considerado mais baixo e que reforça a solidez financeira da companhia.

Múltiplos já elevados exigem cautela

Apesar da avaliação positiva sobre o setor, o Itaú BBA pondera que as ações de Vibra e Ultrapar já são negociadas a múltiplos relativamente altos quando projetados para 2027: 10,4 vezes o lucro estimado no caso da Vibra e 9,8 vezes no caso da Ultrapar.

Diante desses patamares, o banco avalia que novas altas relevantes nos preços das ações dependeriam principalmente de revisões adicionais para cima nas estimativas de margens estruturais das companhias, e não apenas da manutenção do cenário de curto prazo.

Cenário favorável no curto prazo

Ainda assim, o Itaú BBA reforça que a combinação atual de margens saudáveis, forte geração de caixa e processo de desalavancagem das duas empresas mantém um panorama favorável para Vibra e Ultrapar, ao menos no horizonte de curto prazo.

O relatório do banco chega em meio a um contexto de atenção do mercado ao setor de distribuição de combustíveis, marcado por variações nos preços internacionais do petróleo e seus derivados, além de mudanças na política de importação da Petrobras, fatores que têm impacto direto sobre a rentabilidade das distribuidoras que atuam no Brasil.

Por: Redação Tá Sabendo MT (Redação Tá Sabendo MT, com informações de InfoMoney)

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